E agora Brasil?

Leio, as vezes, algumas opiniões favoráveis a volta dos militares. Vamos analisar com frieza a proposta. Os militares foram bons administradores, é verdade; desceram o sarrafo no cangote de alguns terroristas… também é verdade; construíram estradas de rodagem, pontes, etc o que também é verdade! Tudo isso é verdade, mas esqueceram algo muito importante: a religião, a imprensa e as universidades! Deixaram a “intelectualidade” de esquerda formar seus filhos e netos; deixaram que a esquerda proliferasse nos meios de comunicação (manipulando a informação) e não souberam e nem quiseram reverter a esquerdização dos meios católicos.
Temos que pensar diferente! Clamar por um governo militar só agravará a situação pois eles não são capazes de lidar com a guerra psicológica em que a Esquerda é hábil.
No meu ponto de vista pessoal a solução para o Brasil deve ter algumas fazes:
a) fechamento imediato do congresso e dos partidos político e confisco dos bens enquanto houver o julgamento.
b) Monarquia Já! Restauração do Império do Brasil como Poder Moderador;
c) convocação de novas eleições, excluindo todos os eleitos a qualquer cargo (incluindo presidente de sindicato, de associação, etc) num prazo de 30 anos.
d) desmoralização, através da mídia de todos aqueles que levaram o Brasil a este fundo do poço, seja político, religioso ou militar!
Reestruturação do ensino universitário, fechamento de sindicatos e de seminários de esquerda, seriam etapas a cumprir ao longo do tempo.
Por ser uma questão de segurança nacional, o Tráfico de drogas, deveria ser controlado pelo Exército Nacional, impondo, inclusive a lei marcial se necessário.
Você que teve a paciência de ler até aqui, obrigado pela sua atenção.
Que Nossa Senhora Aparecida salve o Brasil!

A vida das abelhas – Capitulo III

Capitulo III do meu livro
Capitulo III do meu livro “Aprendendo com as abelhas”

1. Vai, ó sociólogo, ter com as abelhas…

De fato, leitor, reina ordem impressionante numa colmeia. Aliás, genericamente, em todo o reino animal. Por isso, um sociólogo que após observar os homens, seus diversos modos de encarar a vida, a política e a organização social, procurasse deitar sua atenção sobre os animais, não perderia seu tempo, mas descobriria muitas analogias e poderia até dar um desenvolvimento maior a seus estudos. Porventura, não diz o Espírito Santo no livro dos Provérbios, “Vai, ó preguiçoso, ter com a formiga, e considera o seu proceder, e aprende dela a sabedoria” (Prov. VI, 6)? Com quanta propriedade poderíamos também dizer: vai, ó sociólogo, ter com as abelhas e lá aprenderás que o homem pode viver feliz no convívio com seus semelhantes. Evidentemente, não poderíamos aplicar ao homem, ponto por ponto, o estilo de vida das abelhas. Para começar, numa colmeia todos os elementos são do sexo feminino, e em certas épocas os zangões são simplesmente eliminados… Outros pontos poderiam ser ressaltados que não vêm ao caso no momento.

No que, então, o estudo da vida das abelhas pode servir como admirável fonte de inspiração para o relacionamento humano? A vida de família, a dedicação de cada membro dessa família, o esforço generoso e atento no cumprir cada qual sua obrigação, a solidariedade e a ajuda mútua dos membros dessa família, a vigilância e o ataque intrépido em defesa da colmeia etc. A maravilhosa organização da vida da colmeia é apenas um símbolo, caro leitor, daquilo que poderia ser o relacionamento social dos homens operosos, desprovidos de inveja e dispostos a cooperar, cada qual segundo suas aptidões, para o bem estar geral.

2. Como funciona o reino maravilhoso das abelhas

Isto dito, voltemos à vida da colmeia.

  • Onde tudo começa…

Tudo começa com um pequeno ovo depositado numa célula especial, chamada realeira. A rainha, já velha e pressentindo seu fim, ou observando que o espaço onde mora o enxame tornou-se exíguo, ali botou um ovo com vistas ao nascimento de uma nova princesa. Suas súditas armazenam, na principesca celazinha, a geleia real que irá alimentar a futura rainha, enquanto passar sucessivamente pelas fases de larva, pupa e, por fim, de ninfa, quando, roendo o seu casulo, sairá à luz do dia. Normalmente, há mais de uma realeira, e a princesa ao nascer terá que disputar a realeza com outras. Vencerá a mais apta, mantendo assim as melhores características genéticas do enxame. Ao nascer, sua corte já está formada e procurará defendê-la das outras princesas. Caso o enxame seja muito grande, poderá haver divisão, partindo as várias princesas para direções opostas, ficando apenas uma na colmeia.

Acompanhemos um enxame já estabelecido, cuja rainha velha morreu poucos instantes antes de nascer a princesa. Um enxame, sim, porém não um desses de laboratório, ou supercontrolados. O enxame de abelhas que vamos acompanhar está na natureza, será mais adiante capturado por você, leitor, e por mim, mas por enquanto ele habita um cupinzeiro abandonado pelos seus primitivos moradores.

  • Morre a rainha, centro da vida do enxame

A rainha acaba de morrer. Durante cinco anos, aproximadamente, ela foi a mãe, a coordenadora e o centro de todo o enxame. Sua alimentação foi sempre especial, só geleia real, o que lhe possibilitou viver todo esse tempo, quando as abelhas comuns, chamadas operárias, vivem 48 dias em média. Sua fecundidade, que em certas ocasiões chegou a 2 mil ovos por dia, também depende desse alimento(ver nota 1). Mas agora ela morreu. A corte, que a seguia por toda parte, procura reanimá-la. Em vão. Daí a consternação geral da colmeia. A rainha já não passa para as outras abelhas o seu odor característico, e estas, notando sua falta, choram. Não com lágrimas, por certo. Mas com um zumbido tão triste que, quem o ouviu algum dia, fica impressionado. A rainha está morta. Se não houvesse uma realeira e não estivesse para nascer uma nova princesa, o que aconteceria? Em primeiro lugar, haveria agitação inusitada e agressividade anormal. O passante, animal ou pessoa, tomado como responsável pela morte da rainha, seria incontinenti atacado. Em seguida, à agitação sucederia angústia desconcertada. Uma ou outra operária, contrariando a regra, ingeriria geleia real e daria início à postura de ovos. o que acalmaria momentaneamente o enxame. Mas, sendo ela virgem e não fecundada, seus filhos seriam apenas zangões. E, por essa forma, o enxame estaria condenado a desaparecer, pois zangões não são capazes de cumprir as funções próprias das operárias.

  • A princesa, suas rivais e seus príncipes

Mas não é esse o caso de nossa colmeia. Uns dias mais, e do mencionado ovinho nascerá uma princesa. Se ela for a primeira, com seu ferrão cortará as outras realeiras, matando as rivais. Senão, terá que defrontar-se com elas, fazendo valer sua astúcia, força e valentia. Já prevendo a necessidade de um príncipe para sua princesa, as abelhas, mais especificamente as que ficam de guarda à entrada da colmeia, permitem o acesso de diversos zangões. E numa bela manhã, finalmente, a jovem princesa sai para seu primeiro voo nupcial, acompanhada de sua corte e inúmeras abelhas da colmeia. Os zangões também levantam voo, mas vencerá o que for mais ágil e veloz. A princesa, agora rainha, poderá acasalar-se outras vezes. Mas por ora, ela e sua corte retornam à colmeia. Os zangões, porém, são barrados à entrada do cupinzeiro, onde o enxame está alojado. Se forem atrevidos, serão expulsos ou terão as asas cortadas.

  • O reino tem inimigos!

A vida retorna ao ritmo normal… Mas não demora muito, um rato do campo, para fugir de uma coruja, penetra no cupim. Seu mau cheiro incomoda a sentinela, que soa o alarme. Então, um exército de guardiãs, em plena carga de cavalaria, descarrega sua cólera contra o invasor. O poeta Virgílio, já citado, assim cantava essa estratégia: ”Sente-se logo ali na alvorotada turba – ser bélico furor que a agita, inflama e turba. – Um como de clarins intrépido rebate – daqui, dali, concita as frouxas ao combate. – Prestes se apinha o bando, e se resolve e freme: – um relâmpago de ouro em suas asas treme; – com as bocas os ferrões aguçam diligentes; – exercitam os pés; fiéis e inteligentes – condensando-se em torno à chefe e à régia tenda – chamam com grã clamor as outras à contenda “. E, mais adiante, ele acrescenta que as”… hostes abaladas mostram ânimo grande em pequenino peito; – inflama-as o valor, enraiva-as o despeito” (Ver nota 2). De todos os lados surgem elas, atraídas pelo característico cheiro que a sentinela exala ao conclamar as companheiras para o ataque. O rato do campo, que se refugiara no cupim, parte em disparada, acossado por algumas das ferozes guardiãs.

De sorte que, se não for muito rápido na corrida, cara lhe resultará sua intrusão.

  • A iracunda irara e outros mais

Todavia, o enxame conta com outros inimigos. E se hoje foi um rato, noutra ocasião será uma irara. E as sentinelas percebem, pelo seu odor acre, que nessa noite a irara resolveu variar o cardápio. O leitor me permite um parêntese? Já conhece a irara? Ainda não? Então passo a apresentá-la. Nossos índios a chamam ira-nara. Ira, em tupi, quer dizer mel e a repetição do rá significa mel, mel, ou seja, muito mel (ver nota 3). É um animal que pode chegar a 110 cm de comprimento, que gosta muito de mel, e cujo habitat abrange o Brasil inteiro e chega até o México. Jean George acrescenta, em Animais de “A” a “Z” (ver nota 4), que “além de mel, come pássaros e seus ovos. Quando, porém, nada disso encontra, e a fome aperta, não recua ante atacar animais de regular tamanho. Mata muitas vezes só para chupar o sangue e pode fazer verdadeiras devastações nos galinheiros”. É, portanto, um bichinho valente. Um desses, exatamente, resolveu comer o mel de nossa colmeia. Pouco importa às guardiãs a valentia da fera. Elas, sempre vigilantes, ouvindo algo que começa a raspar a entrada do cupim, e, depois, sentindo o odor da irara, batem as asas recomendando às companheiras a prontidão para o ataque. E ataque a bicho grande. Com efeito, mal as batedoras saíram para reconhecer a “visita”, voltam e tocam o alarme, um exército sai do cupinzeiro e ataca o animal por todos os lados onde pode. Se cochilou e as picadas foram demasiadas, era uma vez uma linda irara, de negra e luzidia pele… Porém, não são apenas o rato e a irara os inimigos do enxame. Entre outros mais, destacam-se os sapos, as formigas, especialmente as doceiras, ou as aves como o bem-te-vi do “seu” Jan etc etc.

Dá a impressão, pela descrição acima — diria talvez o meu paciente leitor —, que o rato, a irara etc., não têm condições de vitória e sempre se saem mal. É certo isso? O certo é que se os predadores acima citados resolverem atacar um enxame forte, correrão sério risco de vida. Um enxame com 60 mil ou 80 mil abelhas, considerado um enxame normal, tem cerca de 10% de guardiãs dispostas a tudo sacrificar em defesa da colmeia. Páreo difícil para um animal pequeno. Mas um enxame fraco com menos de 10 mil abelhas, não contará com defensoras suficientes, no caso do ataque de algum predador, pois, se o ataque ocorrer durante o dia, a maioria das abelhas estará fora coletando pólen, néctar ou própolis. Se ocorrer à noite, apesar de ser maior o número de defensoras, ainda poderá não ser suficiente contra um animal do porte da irara ou do tatu.

Não se deve pensar que num ataque — sempre em legítima defesa — o enxame fica sem mortos do lado das abelhas. Não. Cada abelha que pica o inimigo deixa na pele do mesmo o ferrão com parte de seu corpo, e morre em decorrência disso. Pois o ferrão, que tem a forma de um arpão, quando entra numa superfície elástica, não sai. Por isso, o ataque só é efetuado quando a abelha estima, acertadamente ou não, que o inimigo está pondo em jogo a sua vida ou a vida do enxame. E que, portanto, para salvação própria ou do todo, não há por que recuar diante da morte. Belo símbolo de dedicação, não acha, leitor? Certo dia, uma abelha dessa colmeia cuja vida estamos acompanhando, estava coletando néctar no alto de um eucalipto, quando sentiu a árvore abalar e logo em seguida cair. Acompanhava toda esta operação um ruído nunca ouvido por ela. A colmeia encontrava-se instalada num cupinzeiro existente no meio de um eucaliptal que, afinal, seria cortado. Os lenhadores, desconhecendo a existência de um enxame nas proximidades, cortavam as árvores com motosserras, inquietando o enxame. Quando um deles passou em frente do cupinzeiro para calcular o ângulo do corte de uma árvore, foi recepcionado por uma abelha que o atacou diretamente no rosto; logo em seguida outras o perseguiram e ele desatou a correr, alertando seus amigos que também debandaram. A ocorrência não altera o ritmo de vida normal do enxame.

  • Prepare-se, leitor, pois vamos capturar esse enxame

Entretanto, no dia seguinte, uma movimentação inusitada, desconhecida, põe o enxame em alvoroço.

Fumaça! Será incêndio?!

O alarme corre célere.

Onde há fumaça, há fogo; logo, se há fogo, ou o enxame se apressa em mudar, ou ele morre. Não há tempo a perder. A grande maioria das operárias corre direto aos favos de mel e néctar, e tomam quanto podem. A razão é simples: sendo o mel a matéria necessária para a confecção dos favos, sentindo a fumaça, a primeira providência a tomar é sorver todo o mel possível para ter com que reconstruir a colmeia em outro lugar.

  • A legítima defesa

Não se deve pensar que num ataque — sempre em legítima defesa — o enxame fica sem mortos do lado das abelhas. Não. Cada abelha que pica o inimigo deixa na pele do mesmo o ferrão com parte de seu corpo, e morre em decorrência disso. Pois o ferrão, que tem a forma de um arpão, quando entra numa superfície elástica, não sai. Por isso, o ataque só é efetuado quando a abelha estima, acertadamente ou não, que o inimigo está pondo em jogo a sua vida ou a vida do enxame. E que, portanto, para salvação própria ou do todo, não há por que recuar diante da morte. Belo símbolo de dedicação, não acha, leitor? Certo dia, uma abelha dessa colmeia cuja vida estamos acompanhando, estava coletando néctar no alto de um eucalipto, quando sentiu a árvore abalar e logo em seguida cair. Acompanhava toda esta operação um ruído nunca ouvido por ela. A colmeia encontrava-se instalada num cupinzeiro existente no meio de um eucaliptal que, afinal, seria cortado. Os lenhadores, desconhecendo a existência de um enxame nas proximidades, cortavam as árvores com motosserras, inquietando o enxame. Quando um deles passou em frente do cupinzeiro para calcular o ângulo do corte de uma árvore, foi recepcionado por uma abelha que o atacou diretamente no rosto; logo em seguida outras o perseguiram e ele desatou a correr, alertando seus amigos que também debandaram. A ocorrência não altera o ritmo de vida normal do enxame.

Outra providência tomada, imediatamente após o sinal de fumaça, é a expulsão da mesma, mediante corrente de ar formada com o bater das asas. Essa corrente de ar é tão forte que, além de expulsar a fumaça que já entrou, impede a entrada de nova onda.

Mas hoje as precauções serão vãs. As guardiãs, pesadonas devido a tanto mel ingerido, ficam impossibilitadas de utilizar o ferrão e nos permitem capturar o enxame. É um golpe. Mais outro. Eis que a picareta rompe o cupinzeiro e deixa à mostra grandes favos cobertos de abelhas, repletos de crias, pólen e mel. As poucas abelhas que não ingerem mel, mas mantêm-se vigilantes, continuando agressivas, incomodarão ainda um pouco, contudo não conseguirão impedir nosso trabalho.

  • Destruído o cupim, separamos os favos com mel dos favos com cria

Sua primeira providência, leitor — sim, sua, pois você me ajudará a capturar esse enxame —, será separar o mel e depositá-lo num balde à parte, cobrindo-o com um pano úmido. Isso evitará que as abelhas, atraídas pelo cheiro do mel, nele se afoguem. Enquanto isso, vou, com muito cuidado, cortar os favos de cria e prendê-los nos quadros.  Alguns apicultores utilizam elástico, outros barbante, outros ainda pregam pequenas ripas nas transversais do quadro.

Nós simplesmente os prenderemos entre os arames do quadro. Completada a capacidade da colmeia Standard que trouxemos para alojar as abelhas, vamos guardar o restante dos favos com cria para fortalecer algum enxame de nosso apiário, ou os destruiremos para não atrair formigas.

Certamente o leitor observou que as abelhas, até há pouco agressivas, perderam o ímpeto e já não se ocupam de nós.

– Sim, mas qual a razão?

A razão é que, tendo sido destruída a propriedade que lhes pertencia e, portanto, nada mais restando, não há por que brigar por ela. O importante agora é aglutinar-se em torno da rainha e segui-la.

– Onde estará ela?

Observe que todas as abelhas se encaminham para a ponta do cupim. Elas foram informadas de que a rainha lá está e para lá se dirigem.

  • Seguir a rainha, agora, é o que importa

Ao tentarmos pegar a rainha, ela levanta voo, logo seguida por todas as suas súditas, e o enxame pendura-se num galho. Destruído o cupinzeiro, colocamos a caixa sobre o local, cortamos o galho, e damos uma boa chacoalhada, até que todo o enxame caia dentro da caixa. Tampamos. E no alvado (a “portaria” da colmeia) colocamos uma gradezinha para impedir que a rainha saia e abandone o local. As abelhas, por serem menores, entram e saem facilmente, mas a rainha por ter o abdómen muito grande, não o consegue. Não saindo a rainha, o enxame permanece.

Note o leitor as abelhas que estavam fora. Elas penetram na caixa sem necessidade de serem empurradas: a rainha lá está. O enxame aí ficará até que o levemos para nosso apiário. Mas quer o deixemos, quer o levemos, a colmeia começará uma série de reformas internas: colagem dos favos nos quadros, vedação das frestas da caixa, confecção de novos favos para os quadros vazios, limpeza da caixa que inevitavelmente ficou com um pouco de terra e folhas secas etc. A destruição, no entanto, foi para melhor. Algumas abelhas, tendo feito uma verificação do aspecto exterior da nova moradia, trouxeram a tranquilizadora informação de que ela está sobre um suporte suficientemente alto para que o malcheiroso tatu não possa meter o focinho dentro; nem a iracunda irara poderá subir e rasgar os favos; e muito menos a terrível e temível formiga doceira poderá atravessar a proteção do suporte para levar embora mel e crias novas.

  • “Fazer cera” dá trabalho…

Refazer os favos… tarefa que exige paciência e muito mel. Para cada quilo de cera, as abelhas gastam de 6 a 8 quilos de mel, segundo Wolfgang Bucherl, do Instituto Butantã (ver nota 6), opinião, aliás, corrente entre os apicultores. Nossa colmeia tem necessidade de completar os favos que ficaram presos nos quadros de madeira e de fazer novos nos quadros vazios. As abelhas que ingeriram o mel durante a destruição do cupinzeiro formam, a partir do alto do quadro, uma cortina, agarradas umas nas outras pelas patas, e nessa posição ficam durante 24 horas, tempo suficiente para que a cera seja processada nas glândulas cericígenas. A temperatura interna, sobretudo onde estão as fazedoras de cera, se eleva a 55 graus. Quando oito plaquinhas começam a sair do abdómen da abelha, esta as recolhe, amassa-as com as mandíbulas, e, dirigindo-se para o alto do quadro, afasta as abelhas que lá estão, e na trave de madeira gruda sua porção de cera. É seguida, logo após, por outras que sucessivamente vão depositando sua contribuição. Nesse momento, entram em ação as abelhas-arquitetas, encarregadas de conduzir a construção dos favos. Examinam a cera, apalpam-na e dão início à construção do alvéolo hexagonal. Cada decímetro quadrado conterá, segundo Bucherl (Ver nota 7), 850 alvéolos para operárias, e 530 se forem alvéolos para zangões.

  • A mudança

Certo dia, ao cair da tarde, novo alarme percorre a colmeia: fumaça! Nova correria para os favos de mel, novo esforço para expulsar a fumaça. Só que desta vez não haverá destruição. A fumaça apenas desvia a atenção do enxame enquanto tapamos a abertura do alvado para podermos transportar a colmeia com segurança até nosso apiário. Ao parar definitivamente o sacolejar, as abelhas sentem uma lufada de ar fresco penetrar a colmeia pelo alvado recém-aberto. As guardiãs saem para verificar o que acontecera, mas em torno é só escuridão. No dia seguinte, nova surpresa: o local já não é mais o interior de um eucaliptal, mas um apiário bem montado, com dezenas de outras caixas semelhantes, de onde entram e saem a todo instante milhares de outras abelhas. O leitor que desejar poderá obter maiores informações sobre a captura, transporte e instalação de enxames no Apêndice, Roteiro para principiantes…

  • Notas

Nota 1: A rainha pode fecundar ou não cada ovo, ao colocá-lo no alvéolo. De um ovo fecundado nascerá uma operária e de um não fecundado nascerá um zangão.

Nota 2: Op. cit.,pp. 213-214.

Nota 3: Cfr. Prof. Silveira Bueno, Grande Dicionário Etimológico Prosódico da Língua Portuguesa, Ed. Saraiva, São Paulo, 1985, vol. 4, p. 1986, verbete “Irara”.

Nota 4: Cfr. Maravilhas e Mistérios do Mundo Animal, Seleções do Reader’s Digest, Rio de Janeiro, 1966, p. 303.

Nota 5. Quadros – palavra usada no vocabulário apícola para designar a moldura de madeira onde as abelhas fazem os favos. Esse quadro permite que cada favo possa ser retirado e reposto na colmeia, independentemente.

Nota 6. Wolfgang Bucherl, Acúleos que Matam, Livraria Kosmos Editora, São Paulo, 1980, p. 79.

Nota 7. Op. cit., p. 98.

Capitulo III do meu livro Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade, editado pela Artpress Editora, São Paulo, 1995.

Jornalista

Como toda criança tive projetos do que seria quando eu crescesse: bombeiro, padre, escritor, jornalista, engenheiro, etc. Ao longo da vida, vários destes projetos (como ocorre com todo ser vivente) foram abandonados ou desenvolvidos.

Quando criança cheguei a desenvolver um projeto de jornal para concorrer com o Jornal Vale Paraibano… hoje, um dos maiores do Vale do Paraíba. Sonhos a parte e em busca de uma definição para a minha vida profissional, fiz um curso de Desenhista Técnico de Arquitetura, tendo trabalhado em alguns escritorios de Engenharia em minha adolescência.

Essa não seria, entretanto, a profissão definitiva. Quando me mudei para os Estados Unidos, em 1979, tive os primeiros contatos com a redação de uma Revista: Cruzade For a Christian Civilization. Foi ali comecei a trabalhar com a imprensa e gostar da atividade. Comecei com a diagramação das páginas. Naquela época, ainda não havia as facilidades da tecnologia e a diagramação era na base do recorte dos parágrafos e a colagem nas páginas quadriculadas. Gostava muito daquilo tudo.

De volta dos Estados Unidos, só fui me dedicar a escrita de artigos para jornais a partir de 1990, quando estava preparando o lançamento do meu livro “Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade”. Nessa época eu era apicultor e admirador dos trabalhos das abelhas, resolvi contar como era a vida destes laboriosos insetos.

Artigos meus foram publicados na imprensa do interior e da capital do Estado onde eu morava na época: São Paulo. Inclusive alguns artigos foram publicados no Brasil Post jornal alemão publicado no país.

Em 2000 me mudei definitivamente para Santa Catarina. Admirador da Capital Catarinense das Nascentes, a bela Alfredo Wagner, passei a divulgar o município em jornais da região com artigos que escrevia periodicamente. A imprensa regional era muito seletiva. Cidades que não pagavam patrocínios (seja o comércio ou órgãos públicos) dificilmente tinham matéria publicada.

Parti, então, para o desafio de publicar o jornal da cidade, procurando furar o bloqueio da Mídia regional. Busquei diversas parcerias até que finalmente, em 2010, como Assessor de Imprensa da Prefeitura Municipal, lançamos o Jornal Alfredo Wagner, cuja coleção poderá ser lida no link: Hemeroteca Digital Catarinense.

Em 2011, ano do cinquentenário do município, organizamos a publicação de uma revista comemorativa: “Alfredo Wagner em Revista – 1961/2011).

A experiência adquirida neste tempo me levou a requerer junto ao Ministério do Trabalho e Emprego o registro de Jornalista. Reuni a documentação requerida e entrei com o processo que foi deferido com o registo 5225/SC em 15 de maio de 2014,

O trabalho com o primeiro jornal alfredense, me levou a lançar outro independente, cuja publicação tem sido periódica: Jornal Capital das Nascentes.

O Jornal Capital das Nascentes está passando por uma fase de reestruturação que o transformará num jornal regional possibilitando um alcance maior. Nosso foco nesta publicação é a história, a boa informação, a veracidade dos fatos. Dificilmente publicaremos notícias relativas a assaltos, mortes, desastres, a não ser que tenham um retorno positivo para o leitor.

História: dinossauros, índios e imigrantes

Quando os continentes ainda eram unidos e a natureza inóspita e primitiva, nossa região foi percorrida por bandos de mesosaurus, um tipo de réptil que apareceu no período carbonífero e sobreviveu até o período triássico, ou seja, há 200 milhões de anos.
Um fóssil do mesosaurus brasiliensis foi encontrado no município de Alfredo Wagner em 1990 por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina.
Os mesosaurus, quando adultos, alcançavam um metro de comprimento, tinham patas com membranas interligadas e longa calda. Cataclismos naturais ocorridos no fim do período triássico fizeram com que espécies desaparecessem, soterrados em lama e lava vulcânica.
Naquela época havia apenas um continente chamado Pangeia.
Separados os continentes por novos e contínuos cataclismos, outras espécies foram surgindo e o ser humano por aqui começou a circular, seguindo os animais que fugiam de suas caçadas.
Peças de artefatos descobertas em sítios arqueológicos em Alfredo Wagner são indícios de que em épocas distintas várias nações indígenas ocuparam estas terras.
Altair Wagner no livro “Alfredo Wagner: Terra, Água e Índios” relata que por aqui passaram indígenas das tradições Taquara, Umbu, Guarani, Xokleng, Kaigang (parentes dos Xokleng, mas seus ferrenhos inimigos). Também por aqui passaram índios da tradição Humaitá, cuja característica é a produção de artefatos em forma de bumerangue e da tradição Alto-paranaense com características semelhantes a tradição Humaitá na fabricação de peças de pedra.Falemos dos Xoklengs, últimos conquistadores e senhores absolutos destas terras antes da chegada dos imigrantes.
Pesquisas arqueológicas mostram que Xoklengs foi uma das últimas grandes nações da primitiva América.
Acostumados a vencer e expulsar seus inimigos, não contavam com a persistência e as armas dos imigrantes.
Os índios Xoklengs viviam em pequenos grupos ao longo dos campos da serra, vales litorâneos e bordas do planalto sul do Brasil.
Estes grupos tinham grande mobilidade, indo e vindo pelas matas e perais.
Os diversos grupos se reuniam apenas uma vez por ano para uma grande cerimônia.
Os Xoklengs não cultivavam a terra. Viviam da caça e da exploração de frutos dos lugares por onde passavam. Não possuíam sistema de escrita e como outras tribos suas tradições eram transmitidas oralmente.
Sua arte se resumia a poucos sinais e trançados em esteiras e poucos adereços.
Segundo pesquisas recentes descobriu-se que os índios Xoklengs dominaram esta região por mais de 3 mil anos.
“Dominaram” não é eufemismo… esta etnia soube manter-se contra invasores, sem utilizar-se da guerra, mas de uma arte de guerrilha que confundia e assustava aos invasores.
Muito inteligentes, os Xoklengs utilizavam-se de técnicas de combate específicas para aterrorizar e espantar as tribos nativas ou invasoras.
Era a mulher, entre os Xoklengs, quem decidia onde parar e quanto tempo ficar numa certa região. Por isso, os índios procuravam aterrorizar principalmente as mulheres de outras tribos, evitando o combate frente a frente com os homens.
Esta técnica surtiu efeito com todas as tribos indígenas, onde a mulher é quem decidia, mas não com a mulher do imigrante branco.
As mulheres que chegaram com suas famílias para colonizar estas terras, eram tão guerreiras quanto seus maridos, pais e irmãos, sabendo manejar as armas do mesmo modo que sabiam usar machados e enxadas ou a linha e agulha.
Quando os índios Xoklengs perceberam que a guerrilha usada para espantar as mulheres não surtiu efeito, mas provocou uma reação de defesa, passando a ser de perseguição e guerra, procuraram fazer as pazes com os imigrantes e a partir de 1910 as relações começaram a melhorar entre índios e brancos. A partir daí, começaram as miscigenações entre as etnias.
Um exemplo deste bom relacionamento entre índios e colonizadores pode ser visto em Bom Retiro, município ao qual Alfredo Wagner pertencia até a sua emancipação. O governo destinou nos anos 30 do século passado uma grande área para ocupação dos Xoklengs.
Quando os índios terminaram a derrubada da mata e a venda da madeira, foi destinada duas outras áreas que também, em poucos anos, foram desmatadas. Não restando mais nenhum dos antigos Xoklengs naquelas terras, apenas seus descendentes, foi destinado a cada uma das famílias remanescentes, uma casa no centro de Bom Retiro com o respectivo terreno. Ainda hoje vivem algumas destas famílias.
Um fato muito curioso e que merece registro: um carpinteiro alemão foi contratado para ensinar aos índios a construção de casas de madeira e ajudá-los naquela tarefa. O carpinteiro havia recém enviuvado ficando com filhos pequenos, ele se encantou por uma índia Xokleng que lhe correspondeu e ambos passaram a viver juntos. O filho deste carpinteiro contou que era costume na época (para proteger os índios) fazer um contrato de união por um ano. Findo o prazo os dois formalizavam o casamento. E foi o que aconteceu.se casaram. Os filhos primeiros de ambos se davam muito bem, o mesmo se dando com os filhos que o casal teve depois.
Atualmente a pesquisa sobre as diversas etnias que se fixaram ou apenas passaram por Santa Catarina está muito desenvolvida e a bibliografia é abundante, razão pela qual neste texto deixamos de citar as referências que sustentam nossas afirmações.
Em próxima edição faremos um resgate de fatos contados por antigos alfredenses e recortes de revistas e jornais da época. Até lá!

O PRÍNCIPE DO BRASIL E O REI DO POP

A simplicidade do sepultamento do jovem Príncipe Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança contrastou com o show midiático do funeral de Michael Jackson.

Duas mortes, dois funerais, duas lições. Oxalá o Brasil compreenda seu significado.

Dois acontecimentos chamaram a atenção do mundo no mês passado. O primeiro teve grande repercussão no Brasil. O segundo abalou o mundo artístico mundial. Duas mortes, dois funerais, duas lições.

Quando o voo 447 da Air France partiu do Rio de Janeiro levando representantes da elite intelectual, científica, artística e social em direção à França, mal sabiam – a tripulação e os passageiros – que jamais chegariam ao destino. Um acidente fez despencar a aeronave tornando impossível qualquer esperança de sobreviventes. Entre os passageiros estava um jovem Príncipe brasileiro, Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança, representante da mais alta nobreza europeia, que carregava em seu sangue a história milenar de sua família. Nele estavam concentradas as esperanças de seu tio, Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial, e de toda Família Imperial Brasileira. Voltava ele de férias para o trabalho num Banco em Luxemburgo.

Seu corpo vagou no Oceano aguardando o momento do resgate. A família, enlutada, se refugiou na oração e no próprio coração de Deus buscando forças para aceitar os misteriosos desígnios divinos, à espera do momento triste, mas necessário, do recebimento dos despojos para o sepultamento. No silêncio, na tranquilidade, na paz interior, aguardavam e se preparavam.

Funeral do Príncipe Dom Pedro Luiz sem publicidade
Funeral do Príncipe Dom Pedro Luiz sem publicidade

Provavelmente nem um último olhar de sua mãe em seu semblante foi possível, em vista do estado em que se encontrava no momento que foi entregue à família após ser resgatado do mar e identificado.

À celebração da Missa de Réquiem seguiu-se o sepultamento em Vassouras, resguardado o caráter familiar desses atos, conforme expressa vontade de seu pai, o Príncipe D. Antônio, que não quis dar publicidade aos eventos. Simplicidade, humildade, religiosidade, amor, esperança. Esta é a primeira lição.

Lição que nós monarquistas devemos aprofundar ainda mais e tornar público os valores desta família que recebeu o Dom de Deus de representar a esperança em meio a tanto caos, de ser a chama que brilha nas trevas da corrupção e ignomínia.

Quando uma gota de óleo cai numa folha de papel ela vai penetrando sutil e imperceptivelmente. Quando se nota, ela tomou uma grande área do papel.

A gota de óleo sagrado – pois a instituição monárquica em algo transcende o temporal e toca no sagrado – que caiu sobre o papel amarrotado desta pobre nação foi o sacrifício do Jovem Príncipe. Ela vai penetrar os corações, de modo suave e sutil, levando à restauração dos valores morais que são o fundamento da vida nacional.

A segunda lição veio do hemisfério norte. Com certeza não resultou de um bom exemplo. No primeiro caso havia comprovada nobreza de sangue e de postura. Neste segundo, ela não era real.

Mitificação póstuma

Mitificação póstuma
Mitificação póstuma

O Rei do Pop caminhava pelos corredores de sua mansão solitária. Buscava novos remédios para conter o seu desespero. Ao se olhar no espelho não encontrava mais a fisionomia do negro talentoso, mas um ser artificial fruto da vaidade e do egoísmo. Ainda cantava, é verdade e tinha uma multidão de fãs. Mas se tornara o zumbi de seu último e mórbido filme. Não, não aguentava mais. Se quisesse dormir teria que tomar doses maiores de sedativos. E assim o fez. Acostumou-se a fazer tudo o que queria e mais uma vez o fez sem medir as consequências de seus atos para a vida real.

A mídia ao divulgar sua morte esqueceu todos os seus defeitos, todas as suas vaidades, todos os seus vícios. Suas músicas, seus clips, seus vídeos foram retransmitidos, e seu funeral recebeu destaque especial nas televisões e sites de notícias em todo o mundo.

Acabara de morrer e já começava uma briga por sua fortuna… Dúvidas, desconfianças, interrogatórios. Seu corpo seria enterrado, mas seu cérebro não, pois exames precisariam ser feitos. Um show foi organizado, caixão recoberto de ouro, cantores, mídia, sorteio de ingressos para o sepultamento. Um sepultamento cujo cadáver não estaria presente, mas foi sepultado, antes, ou depois, ninguém sabe ao certo.

Qual a lição? Mentira, vaidade, dissimulação, falsidade, foi o que se viu, tanto na vida do cantor quanto no show dos funerais. Espero sinceramente que no último instante Michel Jackson tenha se arrependido. Entretanto, onde a árvore cai, ali fica. Nem o ídolo do Pop consegue fugir à regra: “talis vita, finis ita”. Assim como viveu, morreu. É a realidade. Pobre Estados Unidos da América! Péssimo exemplo para o mundo!

Há fraudes destrutivas e esperanças edificantes. Oxalá o Brasil compreenda o alto significado que estas duas lições nos dão. Feliz desta nação que abriga em seu seio a Família Imperial, exemplo edificante mesmo na desventura.

Em meio ao caos, é preciso esperar por dias melhores com a certeza de que virão. O modelo republicano está envelhecido, desgastado, exaurido. Utopias fracassadas e malsãs não constroem nem representam a esperança de um Brasil melhor.

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* Mauro Demarchi é líder monarquista em Santa Catarina, escritor e editor do blog Monarquia em Ação.

Biografia

Monarquista, Escritor, Empresário, Produtor Cultural e editor do Jornal Capital das Nascentes.
Sou autor do livro “Aprendendo com as Abelhas a viver em Sociedade”, publicado pela Artpress, São Paulo, em 1995.
Nasci em 1957, em São José dos Campos, onde fiz os estudos primários e secundários, e, por fim, diplomei-me como Desenhista Técnico de Arquitetura. Após um ano de estágio nos Estados Unidos, retornei ao Brasil, e desde 1987 residindo numa fazenda, no município paulista de Amparo, tornei-me apicultor. Comecei, então, a criar abelhas sem finalidades comerciais, como simples hobby, por amor à atividade. Fiz, mesmo, questão de nunca comercializar a produção de mel de minhas colméias, mas distribuí-la a amigos e pessoas carentes. Ao criar abelhas, não me limitei à uma rotina sem iniciativa. Pelo contrário, fui muito além. Levado pela curiosidade e pelo espírito metódico e engenhoso, penetrei em profundidade no Reino Maravilhoso das Abelhas. Observei, pesquisei, descobri técnicas novas. Inventor de um sistema de extração de apitoxina (veneno de abelhas). Descobri uma fórmula para purificação e armazenação da apitoxina sem necessidade de refrigeração. Estudei e desenvolvi uma colmeia de madeira especial para abelhas jataí (brasileiras nativas, sem ferrão), e fiz experiências inéditas sobre os efeitos tranquilizantes do canto gregoriano em enxames de abelhas africanas irritadas e agressivas. Consegui, em 1990, com uma de minhas colmeias, bater um record de produção, o qual chamou a atenção de especialistas e foi objeto de publicações na grande imprensa. Apaixonado pela apicultura. passei a trabalhar na divulgação dessa matéria, publicando artigos em jornais, fazendo exposições e palestras informais, especialmente para jovens. Da experiência nessas palestras nasceram vários trabalhos. Um deles é “Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade”, editado pela Editora Artpress de S. Paulo. Neste livro, apresento um dos mais doces produtos das abelhas: a lição de vida. Dedicação, amor à hierarquia, união da família, etc são valores esquecidos atualmente, mas que procuro relembrar, exemplificando com a vida das abelhas. Morando atualmente em Santa Catarina, desenvolvi vários projetos culturais, entre eles o Encontro Catarinense de Escritores de Alfredo Wagner e Região, realizado em 2006, 2010, 2011 e 2012 cuja história está relatada no site htttp://encontrodeescritores.com.br
Sou um dos fundadores da Academia de Letras do Brasil/SC municipal Alfredo Wagner, do Jornal Alfredo Wagner e do Jornal Capital das Nascentes.
Recebi alguns títulos que muito me honram: Em 2012: Cavaleiro Comendador na Soberana Ordem da Águia Dourada de Kastoria, Cavaleiro Comendador de Justiça na Soberana Ordem Equestre Príncipe da Paz, Doutor Honoris Causa em História pelo Centro de Estudos Históricos de Kastória. Em 2011: Doutor em Filosofia Univérsica, Ph.I. Filósofo Imortal Honoris Causa pela Academia de Letras do Brasil.

Entrevista Arca de Noé

Entrevista com o Escritor e Monarquista Mauro Demarchi
por Raciel Gonçalves Junior
6 Nov, 2010

“Quando no domingo, dia 9 de janeiro, fui chamado para fotografar a área devastada por uma tromba d´água não imaginava que aquela seria a gota que transbordaria minhas reflexões sobre a ecologia e a nova religião verde.”
A entrada do Mauro em nossa rede se deu quase que instantaneamente aos registros fotográficos feito por ele das devastações causadas por uma tromba d’água em Alfredo Wagner (SC) – “Capital Catarinense das Nascentes”, cidade onde ele reside e onde nasce o nosso querido e esporádicamente ameaçador (quando não – destruidor) Rio Itajaí-Açu, em cuja foz nasceu esta Arca, revelando portanto que aqui temos o Alfa e o Ômega de uma hidro-conexão. Mas não são só esses fatos que destacam a Família Demarchi e seus representantes nesta Arca (sua esposa Bertolina Maffei também está entre nós (camarote). O Mauro também é escritor e olha só – MONARQUISTA. Interessante, certo? Então vamos a entrevista…
Entrevista “QUEM SOMOS” com o Escritor e Monarquista Mauro Demarchi
Rede Social Arca de Noé (1): Num determinado dia, você acessou ww.arcadenoe.ning.com e conheceu esta Rede Social. Você se lembra das razões que o(a) levaram a acessar a Arca de Noé? Poderia descrevê-las?
Mauro Demarchi: Conheci a Arca de Noé num momento muito importante. Uma coincidência muito curiosa. Tinha acabado de chegar da localidade de S. Leonardo em Alfredo Wagner onde houve uma tromba d´água. O estrago causado pelas águas me impressionou muito. No mesmo dia recebi um convite de alguém para participar do Arca de Noé.
RS-AdN (2): Se registrar na rede, foi um impulso ou um desejo de participar e interagir? Você participa e interage em outras redes sociais? Quais?
Mauro: O desejo foi participar e interagir. Gosto de participar de redes sociais. Eu mesmo tinha algumas, que fui obrigado a fechar quando o Ning passou a cobrar pelo serviço. Uma das redes era Família Demarchi, outra Literatura e Arte, outra Monarquia em Ação. Participo também do Plaxo, Ecademy, Facebook, Twitter e o banal Orkut.
RS-AdN (3): Você foi selecionado dentre os mais de 1.550 membros da Arca de Noé para nos ajudar a escrever o nosso QUEM SOMOS. Quem é você?
Mauro: Quer mesmo saber? Sou uma pessoa muito feliz. Procuro colaborar, erguer, animar. Sou objetivo, observador e meticuloso. Detesto ser manipulado e quando percebo que estão tentando isso, viro uma fera. Por isso costumo remar contra a corrente, e ir contra a unanimidade, pois a considero burra. Pesquisa apontando popularidade de 80%? Burrice. Analiso, penso com meus próprios neuronios. É claro que estudo e pesquiso. Mas quando digo é isso, aquilo ou aquilo, estarei afirmando uma coisa que pensei e não que ouvi e repeti feito papagaio. Quem trabalha comigo sabe que sou honesto. Não vou puxar a sardinha para o meu lado e nem pedir compensação monetária por isso. Faço sacrifícios por uma causa se ela for grande e merecedora. E se for preciso dizer que o rei está nú, digo…
RS-AdN (4): Com referência a tragédia que se abateu sobre várias cidades de Santa Catarina em novembro de 2008. Você guarda na memória algum evento relevante que lhe tenha marcado profundamente? Poderia relatar?
Mauro: As notícias que chegavam me impressionaram muito. Uma prima tinha acabado de sair daqui para ir morar em Balneário Camboriu. Estava há um mês lá quando ocorreu aquela enchente. Víamos as fotos que ela postava no Orkut e a família reunida no segundo andar da edícula onde moravam e água até o umbral da porta. Uma outra prima moradora de Itapema não atendeu o telefone por mais de uma semana. Sem notícias, ficamos ainda mais preocupados.
RS-Adn (5): Nós não escolhemos uma família pra nascer mas podemos (na juventude e depois já adultos) escolher a cidade onde queremos morar. Você já fez essa opção? Você gosta de morar em sua cidade? Se positivo, destaque um motivo principal que o leva a morar em Alfredo Wagner (sc).
Mauro: Conheci Alfredo Wagner em 95. Primeiro só de nome, mas depois, me apaixonei. Em 95 escrevi meu livro “Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade” www.familia.demarchi.nom.br/maffeidemarchi.htm publicado pela editora Artpress. Procurando nomes para divulgar o livro encontrei um rapaz de Alfredo Wagner e enviei a propaganda. Ele me respondeu que sua mãe também havia publicado um livro. Propus então a troca de livros e enviei o meu para adiantar. Recebi o livro “Reflexões” de Bertolina Maffei, mãe do rapaz, e iniciamos um carteio. Um dia vim a esta cidade conhecer pessoalmente a autora. Em 2000 me mudei para cá e em 2001 me casei com ela. O motivo, portanto, foi muito sentimental. Gosto muito daqui. A cidade recebeu o título de “Capital Catarinense das Nascentes” e tem orgulho disso.
RS-AdN (6): Com tantos desastres NATURAIS (provocados por fenômenos e desequilíbrios da natureza), HUMANOS (também conhecidos por antropogênicos, são provocados por ações ou omissões humanas) e MISTOS (ocorrem quando as ações ou omissões humanas contribuem para intensificar, complicar e/ou agravar desastres naturais), você considera que vive em um local seguro? Se positivo, o que lhe dá essa sensação de segurança? Se negativo, o que mais lhe aflinge em relação a sua segurança?
Mauro: O local é relativamente seguro, porém, muito acidentado e a ocupação do solo tem sido feita sem critérios e está preocupando. O desmatamento indiscriminado também tem sido grande. Tudo preocupa. O que é seguro pode se transformar num perigo em questão de segundos.
RS-AdN (7): Como você descreve as realizações em sua cidade para garantir que ela seja mais segura? Desde as tragédias com as enchentes em SC, no RS, no Norte e Nordeste Brasileiro você entende que mudou alguma coisa? Que procedimentos você poderia indicar?
Mauro: Muita coisa tem sido feita, mas, os previdentes são chamados de profetas de desgraças e a prevenção acaba sendo descuidada. Prevenção, prevenção, alerta e mais uma vez alerta.
RS-AdN (8): Para você, foram executadas obras que possam prevenir e salvaguardar as pessoas e as cidades de desastres naturais, humanos e/ou mistos? Se você entende que foram, poderia citar alguns exemplos?
Mauro: Aqui não houve.
RS-AdN (9): O que você entende por “Terceiro Setor”? Você acompanha e/ou participa de algum Conselho Municipal? Como você avalia a participação da Sociedade Civil Organizada nos vários Conselhos criados para gestão compartilhada (Estado + Sociedade Civil) das Políticas Públicas de Atendimento ao Cidadão? (Saúde, Educação, Assistência Social, Direitos da Criança e do Adolescente, Idosos, Pessoas Deficientes, Meio Ambiente, Segurança, Transporte Urbano, Esportes e Lazer, Defesa Civil, etc).
Mauro: São muitas perguntas numa só. Terceiro Setor é a iniciativa privada participando de políticas sociais. Acompanho o Conselho Municipal de Defesa Civil, pois sou Assessor de Imprensa da Prefeitura Municipal de Alfredo Wagner e sempre tenho acesso às informações. A Sociedade Civil Organizada não deveria ser sinônimo de sindicatos, MSTs e etc. Enquanto sinônimo disso sou totalmente contra pois essas entidades só atravancam o serviço. Vi no 1º Congresso da Defesa Civil em Florianópolis, estas tais sociedades organizadas empacando os trabalhos e não deixando espaço para discuções mais importantes. No Encontro em Brasilia foi a mesma porcaria, discussões sobre coisas secundárias deixando importantes aspectos fora de questão por falta de tempo. Notem bem, se a Defesa Civil deixar dominar por estas sociedades civis organizadas, acabou Defesa Civil.
RS-AdN (10): Você já serviu de Voluntário em alguma ação social ou desastre? Poderia descrever?
Mauro: Tive uma atuação voluntária durante um bom período da minha juventude. Inclusive durante as enchentes do Rio S. Francisco na década de 80. Participei da coleta e do carregamento dos caminhões que levaram as doações para as regiões mais atingidas. Pude comprovar a seriedade com que a Entidade responsável contabilizava cada item.
RS-AdN (11): Você conhece o Sistema Municipal de Defesa Civil da sua cidade. Voce sabe se ela tem COMDEC (Coordenadoria Municipla de Defesa Civil), NUDEC (Núcleo Comunitário de Defesa Civil) e Conselho Municipal de Defesa Civil, implantado e em pleno funcionamento?
Mauro: Aqui temos o Conselho Municipal de Defesa Civil, os outros orgãos ainda não foram constituidos.
RS-AdN (12): Você conhece o Plano Diretor de Defesa Civil, e de Contingência e e de Emergência da sua cidade?
Mauro: Ainda não, mas vou procurar conhecer e se não existir farei o possivel para ajudar na implantação.
RS-AdN (13): Qual a área que você mais aprecia na Arca de Noé? Que críticas e/ou sugestões tem para aprimorá-la?
Mauro: A idéia. Gostei da idéia, sui generis, original e muito pratica. No momento não tenho nenhuma.
RS-AdN (14): Como você analisa a Rede Social Arca de Noé em www.arcadenoe.ning.com ? O que você acha que deve permanecer e o que deve mudar no site, ou até mesmo para que rumo deva seguir?
Mauro: Um veículo de informação interessante e de muita utilidade. Arca de Noé deve ser um Farol, indicando o caminho, mostrando soluções, e apontando rumos.
RS-AdN (15): Você acha fácil ou difícil acessar o conteúdo em www.arcadenoe.ning.com? É fácil participar e interagir? Se você entende que é difícil, você teria alguma sugestão para torná-la mais amigável?
Mauro: Acesso fácil, navegação intuitiva e agradável. Um site perfeito.

Entrevista para Whohub

Mauro Demarchi

Como você começou a escrever? Quem lia para você ao principio?
Desde pequeno eu escrevia. Primeiro foram versos pois gostava de ler os poetas romanticos e tentava fazer algo parecido. Depois enveredei para o romance, mas não fiquei muito tempo neste estilo. Mais tarde escrevi meu primeiro livro”Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade”

Qual é seu gênero favorito? Algum link onde possamos ver ou ler algo sobre sua obra recente?

Variado, mas sempre com um fundo ideológico. Leia aqui um exemplo!

Como é seu processo criativo? O que ocorre antes de se sentar a escrever?

Primeiro, inspiração, depois a prática que pode demorar muito.

Que tipo de leitura ativa sua vontade de escrever?

Romances históricos.

Quais são para você os ingredientes básicos de uma historia?

Enredo, personagens cativantes, uma pitada de humorismo, uma pitada de drama, algum mistério e um diálogo que não canse.

Em que sapatos você se encontra mais cômodo: primeira pessoa ou terceira pessoa?

Ambos.

Que escritores conhecidos são os que você mais admira?

Em primeiro lugar, Plinio Correa de Oliveira, que admiro e com quem trabalhei. Depois, não em ordem de preferência, mas de lembrança: Agatha Christie, Eça de Queiroz, Ramalho Urtigão, Monteiro Lobato e alguns poucos.

O que torna um personagem crível? Como você cria os seus?

A naturalidade com que surge no enredo. a imaginação é a dama que fornece meus personagens.

Você é igualmente hábil contando historias oralmente?

Não.

Profundamente em sua motivação, para quem você escreve?

Para o leitor…

Escreve como terapia pessoal? Os conflitos internos são uma força criadora?

Não. Não vivo em conflitos internos.

O feedback dos leitores serve pra você?

Sempre. sei ouvir e aproveitar as boas criticas.

Você se apresenta para concursos? Você recebeu prêmios?

Não, falta tempo. Quando fico sabendo já não há tempo para produzir o texto.

Você compartilha os rascunhos de suas escrituras com alguém de confiança para ter sua opinião?

Sim. minha esposa é minha conselheira.

Você acredita ter encontrado “sua voz” ou isso é algo eternamente buscado?

Minha voz são minha inteligência e minha intuição… desde criança as ouço.

Que disciplina você se impõe para horários, metas, etc.?

Nenhuma! deveria ser disciplinado… mas é difícil.

De que você se rodeia em seu escritório para favorecer sua concentração?

Quanto mais silêncio melhor, uma boa música clássica num volume suave ajuda.

Você escreve na tela, imprime com frequência, corrige em papel…? Como é seu processo?

Atualmente escrevo na tela, dependendo do texto releio uma vez ou outra. Entretanto, meu livro, imprimi e mandei para revisão 7 ou 8 vezes.

Que sites você frequenta online para compartilhar experiências ou informação?

A lista é grande, nem vou começar.

Como foi sua experiência com editoras?

Péssima!

Em que projeto você está trabalhando agora?

Num romance que está engavetado ainda. talvez saia da gaveta para terminá-lo.

O que você me recomenda fazer com todos esses textos que venho escrevendo há anos mas nunca os mostrei a ninguém?

Mande para meu email, vou avaliar e se forem interessantes poderei indicar algumas editoras.

© Mauro Demarchi
Endereço web desta entrevista:http://www.whohub.com/maurodemarchi

A lenda do coração de pedra

Quando eu era pequeno, nas férias de fim de ano e de julho, visitava com meus irmãos a casa dos meus avós paternos, Francisco Demarchi e Elisa Masson. Amava ir lá, meus avós, queridíssimos, sempre contavam estórias da família ou de antigamente.

Certa vez, lembro como se fosse ontem, sentado no colo da minha avó, a ouvi contar a lenda do coração de pedra.

Há muitos séculos atrás, veio parar no litoral brasileiro um naufrago. Sozinho e abandonado pensou que estava no paraíso quando despertou cercado por lindas índias de pele bronzeada. A todo instante agradecia a Deus a nova chance de resgatar sua vida de roubos e pilhagens.

Levado para a aldeia, foi assimilando os costumes e modos de falar do acolhedor indígena.

No sufoco do naufrágio ele prometera a Deus que mudaria de vida e seria outra pessoa! De irascível, tornou-se manso. De ganancioso, tornou-se dadivoso. De lúbrico, tornou-se respeitador e fiel.

Na aldeia era sempre o primeiro a ajudar, Forte e grande como era, os trabalhos mais pesados eram sempre destinados a ele.

O cacique oferecera a ele a índia que quisesse, mas ele agradecia e se recusava a aceitar.

Seu olhar, quando seus olhos se abriram após o naufrágio, encontrou o olhar da índia mais bela deste lugar e seu coração logo se apaixonou, prometendo amor eterno.

A troca de olhares foi suficiente para que o naufrago percebesse que a bela índia também o amou no primeiro instante. Não demorou muito para ele notar que a bela índia, filha do cacique, estava reservada ao mais forte dos guerreiros da aldeia.

A paixão entre os dois só aumentava. Num encontro fortuito e sem muitas palavras, a índia propôs a fuga.

Apearô, apearô, foi a resposta do naufrago.

O cacique gostava daquele naufrago. Era um amigo para as caçadas, um apoio nos momentos de perigo e, como pai que era, sabia do amor secreto entre sua filha e ele. Não gostava, pelo contrario, do índio mais forte e guerreiro e temia sempre que de um momento ou outro este lhe roubasse seu poder na aldeia.

Uma noite o naufrago foi acordado pelo cacique que lhe comunicou: Vocês correm perigo! É hora de fugir!

A índia Aninga, vira o momento de confidências e as trocas de olhares entres eles e rancorosa pela beleza da filha do cacique, fizera intriga pela aldeia e o valentão do índio mais forte prometera matar o naufrago.

Recolhendo umas poucas coisas os dois apaixonados fogem pela mata, cujos perigos, naquele momento, eram menores que aqueles que os aguardavam no dia seguinte.

Fugiram toda a madrugada, um dia inteiro e toda uma noite, tendo ao encalço os capangas do índio mais forte.

Cansados, os fugitivos se preparavam para atravessar um rio quando ouviram gritos avisando que tinham sido descobertos. O Naufrago abriga a bela índia em seu peito, a protegendo com seus fortes braços e segue em direção a outra margem, atravessando por entre as pedras.

A lança certeira do índio mais forte atravessa a distância e penetra nas costas do náufrago, perfurando o seu coração e o coração da bela índia. Eles caem para trás, sumindo na água.

O índio mais forte da aldeia festeja feliz e ordena que seus capangas tragam o corpo do náufrago e a bela índia, que ele julgava que estivesse viva.

Os ágeis capangas logo chegam ao local e surpresos nada encontram… ou melhor, encontram um coração de pedra marcado pelo furo de uma lança.

E, minha avó, para provar que a história era verídica, nos levava ao jardim onde mostrava um coração de pedra encostado numa velha parede…

És mulher!

És Mulher!

Maior formosura não há!
Bela como a flor,
Suave como a pétala

Seu olhar domina,
Seu sorriso inebria,
Suas curvas fascinam.

Envolvente, protetora
Em seus seios o amor
acalenta-se inebriado
em emoções embriagado.

Ó maravilha da criação!
Ó doçura do viver!
És delícia, és amante!
És beleza… és mulher!

Mauro Frederico Demarchi

Alfredo Wagner / SC a Capital Catarinense das Nascentes
18/04/2015