Jornalista

Como toda criança tive projetos do que seria quando eu crescesse: bombeiro, padre, escritor, jornalista, engenheiro, etc. Ao longo da vida, vários destes projetos (como ocorre com todo ser vivente) foram abandonados ou desenvolvidos.

Quando criança cheguei a desenvolver um projeto de jornal para concorrer com o Jornal Vale Paraibano… hoje, um dos maiores do Vale do Paraíba. Sonhos a parte e em busca de uma definição para a minha vida profissional, fiz um curso de Desenhista Técnico de Arquitetura, tendo trabalhado em alguns escritorios de Engenharia em minha adolescência.

Essa não seria, entretanto, a profissão definitiva. Quando me mudei para os Estados Unidos, em 1979, tive os primeiros contatos com a redação de uma Revista: Cruzade For a Christian Civilization. Foi ali comecei a trabalhar com a imprensa e gostar da atividade. Comecei com a diagramação das páginas. Naquela época, ainda não havia as facilidades da tecnologia e a diagramação era na base do recorte dos parágrafos e a colagem nas páginas quadriculadas. Gostava muito daquilo tudo.

De volta dos Estados Unidos, só fui me dedicar a escrita de artigos para jornais a partir de 1990, quando estava preparando o lançamento do meu livro “Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade”. Nessa época eu era apicultor e admirador dos trabalhos das abelhas, resolvi contar como era a vida destes laboriosos insetos.

Artigos meus foram publicados na imprensa do interior e da capital do Estado onde eu morava na época: São Paulo. Inclusive alguns artigos foram publicados no Brasil Post jornal alemão publicado no país.

Em 2000 me mudei definitivamente para Santa Catarina. Admirador da Capital Catarinense das Nascentes, a bela Alfredo Wagner, passei a divulgar o município em jornais da região com artigos que escrevia periodicamente. A imprensa regional era muito seletiva. Cidades que não pagavam patrocínios (seja o comércio ou órgãos públicos) dificilmente tinham matéria publicada.

Parti, então, para o desafio de publicar o jornal da cidade, procurando furar o bloqueio da Mídia regional. Busquei diversas parcerias até que finalmente, em 2010, como Assessor de Imprensa da Prefeitura Municipal, lançamos o Jornal Alfredo Wagner, cuja coleção poderá ser lida no link: Hemeroteca Digital Catarinense.

Em 2011, ano do cinquentenário do município, organizamos a publicação de uma revista comemorativa: “Alfredo Wagner em Revista – 1961/2011).

A experiência adquirida neste tempo me levou a requerer junto ao Ministério do Trabalho e Emprego o registro de Jornalista. Reuni a documentação requerida e entrei com o processo que foi deferido com o registo 5225/SC em 15 de maio de 2014,

O trabalho com o primeiro jornal alfredense, me levou a lançar outro independente, cuja publicação tem sido periódica: Jornal Capital das Nascentes.

O Jornal Capital das Nascentes está passando por uma fase de reestruturação que o transformará num jornal regional possibilitando um alcance maior. Nosso foco nesta publicação é a história, a boa informação, a veracidade dos fatos. Dificilmente publicaremos notícias relativas a assaltos, mortes, desastres, a não ser que tenham um retorno positivo para o leitor.

O PRÍNCIPE DO BRASIL E O REI DO POP

A simplicidade do sepultamento do jovem Príncipe Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança contrastou com o show midiático do funeral de Michael Jackson.

Duas mortes, dois funerais, duas lições. Oxalá o Brasil compreenda seu significado.

Dois acontecimentos chamaram a atenção do mundo no mês passado. O primeiro teve grande repercussão no Brasil. O segundo abalou o mundo artístico mundial. Duas mortes, dois funerais, duas lições.

Quando o voo 447 da Air France partiu do Rio de Janeiro levando representantes da elite intelectual, científica, artística e social em direção à França, mal sabiam – a tripulação e os passageiros – que jamais chegariam ao destino. Um acidente fez despencar a aeronave tornando impossível qualquer esperança de sobreviventes. Entre os passageiros estava um jovem Príncipe brasileiro, Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança, representante da mais alta nobreza europeia, que carregava em seu sangue a história milenar de sua família. Nele estavam concentradas as esperanças de seu tio, Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial, e de toda Família Imperial Brasileira. Voltava ele de férias para o trabalho num Banco em Luxemburgo.

Seu corpo vagou no Oceano aguardando o momento do resgate. A família, enlutada, se refugiou na oração e no próprio coração de Deus buscando forças para aceitar os misteriosos desígnios divinos, à espera do momento triste, mas necessário, do recebimento dos despojos para o sepultamento. No silêncio, na tranquilidade, na paz interior, aguardavam e se preparavam.

Funeral do Príncipe Dom Pedro Luiz sem publicidade
Funeral do Príncipe Dom Pedro Luiz sem publicidade

Provavelmente nem um último olhar de sua mãe em seu semblante foi possível, em vista do estado em que se encontrava no momento que foi entregue à família após ser resgatado do mar e identificado.

À celebração da Missa de Réquiem seguiu-se o sepultamento em Vassouras, resguardado o caráter familiar desses atos, conforme expressa vontade de seu pai, o Príncipe D. Antônio, que não quis dar publicidade aos eventos. Simplicidade, humildade, religiosidade, amor, esperança. Esta é a primeira lição.

Lição que nós monarquistas devemos aprofundar ainda mais e tornar público os valores desta família que recebeu o Dom de Deus de representar a esperança em meio a tanto caos, de ser a chama que brilha nas trevas da corrupção e ignomínia.

Quando uma gota de óleo cai numa folha de papel ela vai penetrando sutil e imperceptivelmente. Quando se nota, ela tomou uma grande área do papel.

A gota de óleo sagrado – pois a instituição monárquica em algo transcende o temporal e toca no sagrado – que caiu sobre o papel amarrotado desta pobre nação foi o sacrifício do Jovem Príncipe. Ela vai penetrar os corações, de modo suave e sutil, levando à restauração dos valores morais que são o fundamento da vida nacional.

A segunda lição veio do hemisfério norte. Com certeza não resultou de um bom exemplo. No primeiro caso havia comprovada nobreza de sangue e de postura. Neste segundo, ela não era real.

Mitificação póstuma

Mitificação póstuma
Mitificação póstuma

O Rei do Pop caminhava pelos corredores de sua mansão solitária. Buscava novos remédios para conter o seu desespero. Ao se olhar no espelho não encontrava mais a fisionomia do negro talentoso, mas um ser artificial fruto da vaidade e do egoísmo. Ainda cantava, é verdade e tinha uma multidão de fãs. Mas se tornara o zumbi de seu último e mórbido filme. Não, não aguentava mais. Se quisesse dormir teria que tomar doses maiores de sedativos. E assim o fez. Acostumou-se a fazer tudo o que queria e mais uma vez o fez sem medir as consequências de seus atos para a vida real.

A mídia ao divulgar sua morte esqueceu todos os seus defeitos, todas as suas vaidades, todos os seus vícios. Suas músicas, seus clips, seus vídeos foram retransmitidos, e seu funeral recebeu destaque especial nas televisões e sites de notícias em todo o mundo.

Acabara de morrer e já começava uma briga por sua fortuna… Dúvidas, desconfianças, interrogatórios. Seu corpo seria enterrado, mas seu cérebro não, pois exames precisariam ser feitos. Um show foi organizado, caixão recoberto de ouro, cantores, mídia, sorteio de ingressos para o sepultamento. Um sepultamento cujo cadáver não estaria presente, mas foi sepultado, antes, ou depois, ninguém sabe ao certo.

Qual a lição? Mentira, vaidade, dissimulação, falsidade, foi o que se viu, tanto na vida do cantor quanto no show dos funerais. Espero sinceramente que no último instante Michel Jackson tenha se arrependido. Entretanto, onde a árvore cai, ali fica. Nem o ídolo do Pop consegue fugir à regra: “talis vita, finis ita”. Assim como viveu, morreu. É a realidade. Pobre Estados Unidos da América! Péssimo exemplo para o mundo!

Há fraudes destrutivas e esperanças edificantes. Oxalá o Brasil compreenda o alto significado que estas duas lições nos dão. Feliz desta nação que abriga em seu seio a Família Imperial, exemplo edificante mesmo na desventura.

Em meio ao caos, é preciso esperar por dias melhores com a certeza de que virão. O modelo republicano está envelhecido, desgastado, exaurido. Utopias fracassadas e malsãs não constroem nem representam a esperança de um Brasil melhor.

_________

* Mauro Demarchi é líder monarquista em Santa Catarina, escritor e editor do blog Monarquia em Ação.

Biografia

Monarquista, Escritor, Empresário, Produtor Cultural e editor do Jornal Capital das Nascentes.
Sou autor do livro “Aprendendo com as Abelhas a viver em Sociedade”, publicado pela Artpress, São Paulo, em 1995.
Nasci em 1957, em São José dos Campos, onde fiz os estudos primários e secundários, e, por fim, diplomei-me como Desenhista Técnico de Arquitetura. Após um ano de estágio nos Estados Unidos, retornei ao Brasil, e desde 1987 residindo numa fazenda, no município paulista de Amparo, tornei-me apicultor. Comecei, então, a criar abelhas sem finalidades comerciais, como simples hobby, por amor à atividade. Fiz, mesmo, questão de nunca comercializar a produção de mel de minhas colméias, mas distribuí-la a amigos e pessoas carentes. Ao criar abelhas, não me limitei à uma rotina sem iniciativa. Pelo contrário, fui muito além. Levado pela curiosidade e pelo espírito metódico e engenhoso, penetrei em profundidade no Reino Maravilhoso das Abelhas. Observei, pesquisei, descobri técnicas novas. Inventor de um sistema de extração de apitoxina (veneno de abelhas). Descobri uma fórmula para purificação e armazenação da apitoxina sem necessidade de refrigeração. Estudei e desenvolvi uma colmeia de madeira especial para abelhas jataí (brasileiras nativas, sem ferrão), e fiz experiências inéditas sobre os efeitos tranquilizantes do canto gregoriano em enxames de abelhas africanas irritadas e agressivas. Consegui, em 1990, com uma de minhas colmeias, bater um record de produção, o qual chamou a atenção de especialistas e foi objeto de publicações na grande imprensa. Apaixonado pela apicultura. passei a trabalhar na divulgação dessa matéria, publicando artigos em jornais, fazendo exposições e palestras informais, especialmente para jovens. Da experiência nessas palestras nasceram vários trabalhos. Um deles é “Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade”, editado pela Editora Artpress de S. Paulo. Neste livro, apresento um dos mais doces produtos das abelhas: a lição de vida. Dedicação, amor à hierarquia, união da família, etc são valores esquecidos atualmente, mas que procuro relembrar, exemplificando com a vida das abelhas. Morando atualmente em Santa Catarina, desenvolvi vários projetos culturais, entre eles o Encontro Catarinense de Escritores de Alfredo Wagner e Região, realizado em 2006, 2010, 2011 e 2012 cuja história está relatada no site htttp://encontrodeescritores.com.br
Sou um dos fundadores da Academia de Letras do Brasil/SC municipal Alfredo Wagner, do Jornal Alfredo Wagner e do Jornal Capital das Nascentes.
Recebi alguns títulos que muito me honram: Em 2012: Cavaleiro Comendador na Soberana Ordem da Águia Dourada de Kastoria, Cavaleiro Comendador de Justiça na Soberana Ordem Equestre Príncipe da Paz, Doutor Honoris Causa em História pelo Centro de Estudos Históricos de Kastória. Em 2011: Doutor em Filosofia Univérsica, Ph.I. Filósofo Imortal Honoris Causa pela Academia de Letras do Brasil.

Entrevista Arca de Noé

Entrevista com o Escritor e Monarquista Mauro Demarchi
por Raciel Gonçalves Junior
6 Nov, 2010

“Quando no domingo, dia 9 de janeiro, fui chamado para fotografar a área devastada por uma tromba d´água não imaginava que aquela seria a gota que transbordaria minhas reflexões sobre a ecologia e a nova religião verde.”
A entrada do Mauro em nossa rede se deu quase que instantaneamente aos registros fotográficos feito por ele das devastações causadas por uma tromba d’água em Alfredo Wagner (SC) – “Capital Catarinense das Nascentes”, cidade onde ele reside e onde nasce o nosso querido e esporádicamente ameaçador (quando não – destruidor) Rio Itajaí-Açu, em cuja foz nasceu esta Arca, revelando portanto que aqui temos o Alfa e o Ômega de uma hidro-conexão. Mas não são só esses fatos que destacam a Família Demarchi e seus representantes nesta Arca (sua esposa Bertolina Maffei também está entre nós (camarote). O Mauro também é escritor e olha só – MONARQUISTA. Interessante, certo? Então vamos a entrevista…
Entrevista “QUEM SOMOS” com o Escritor e Monarquista Mauro Demarchi
Rede Social Arca de Noé (1): Num determinado dia, você acessou ww.arcadenoe.ning.com e conheceu esta Rede Social. Você se lembra das razões que o(a) levaram a acessar a Arca de Noé? Poderia descrevê-las?
Mauro Demarchi: Conheci a Arca de Noé num momento muito importante. Uma coincidência muito curiosa. Tinha acabado de chegar da localidade de S. Leonardo em Alfredo Wagner onde houve uma tromba d´água. O estrago causado pelas águas me impressionou muito. No mesmo dia recebi um convite de alguém para participar do Arca de Noé.
RS-AdN (2): Se registrar na rede, foi um impulso ou um desejo de participar e interagir? Você participa e interage em outras redes sociais? Quais?
Mauro: O desejo foi participar e interagir. Gosto de participar de redes sociais. Eu mesmo tinha algumas, que fui obrigado a fechar quando o Ning passou a cobrar pelo serviço. Uma das redes era Família Demarchi, outra Literatura e Arte, outra Monarquia em Ação. Participo também do Plaxo, Ecademy, Facebook, Twitter e o banal Orkut.
RS-AdN (3): Você foi selecionado dentre os mais de 1.550 membros da Arca de Noé para nos ajudar a escrever o nosso QUEM SOMOS. Quem é você?
Mauro: Quer mesmo saber? Sou uma pessoa muito feliz. Procuro colaborar, erguer, animar. Sou objetivo, observador e meticuloso. Detesto ser manipulado e quando percebo que estão tentando isso, viro uma fera. Por isso costumo remar contra a corrente, e ir contra a unanimidade, pois a considero burra. Pesquisa apontando popularidade de 80%? Burrice. Analiso, penso com meus próprios neuronios. É claro que estudo e pesquiso. Mas quando digo é isso, aquilo ou aquilo, estarei afirmando uma coisa que pensei e não que ouvi e repeti feito papagaio. Quem trabalha comigo sabe que sou honesto. Não vou puxar a sardinha para o meu lado e nem pedir compensação monetária por isso. Faço sacrifícios por uma causa se ela for grande e merecedora. E se for preciso dizer que o rei está nú, digo…
RS-AdN (4): Com referência a tragédia que se abateu sobre várias cidades de Santa Catarina em novembro de 2008. Você guarda na memória algum evento relevante que lhe tenha marcado profundamente? Poderia relatar?
Mauro: As notícias que chegavam me impressionaram muito. Uma prima tinha acabado de sair daqui para ir morar em Balneário Camboriu. Estava há um mês lá quando ocorreu aquela enchente. Víamos as fotos que ela postava no Orkut e a família reunida no segundo andar da edícula onde moravam e água até o umbral da porta. Uma outra prima moradora de Itapema não atendeu o telefone por mais de uma semana. Sem notícias, ficamos ainda mais preocupados.
RS-Adn (5): Nós não escolhemos uma família pra nascer mas podemos (na juventude e depois já adultos) escolher a cidade onde queremos morar. Você já fez essa opção? Você gosta de morar em sua cidade? Se positivo, destaque um motivo principal que o leva a morar em Alfredo Wagner (sc).
Mauro: Conheci Alfredo Wagner em 95. Primeiro só de nome, mas depois, me apaixonei. Em 95 escrevi meu livro “Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade” www.familia.demarchi.nom.br/maffeidemarchi.htm publicado pela editora Artpress. Procurando nomes para divulgar o livro encontrei um rapaz de Alfredo Wagner e enviei a propaganda. Ele me respondeu que sua mãe também havia publicado um livro. Propus então a troca de livros e enviei o meu para adiantar. Recebi o livro “Reflexões” de Bertolina Maffei, mãe do rapaz, e iniciamos um carteio. Um dia vim a esta cidade conhecer pessoalmente a autora. Em 2000 me mudei para cá e em 2001 me casei com ela. O motivo, portanto, foi muito sentimental. Gosto muito daqui. A cidade recebeu o título de “Capital Catarinense das Nascentes” e tem orgulho disso.
RS-AdN (6): Com tantos desastres NATURAIS (provocados por fenômenos e desequilíbrios da natureza), HUMANOS (também conhecidos por antropogênicos, são provocados por ações ou omissões humanas) e MISTOS (ocorrem quando as ações ou omissões humanas contribuem para intensificar, complicar e/ou agravar desastres naturais), você considera que vive em um local seguro? Se positivo, o que lhe dá essa sensação de segurança? Se negativo, o que mais lhe aflinge em relação a sua segurança?
Mauro: O local é relativamente seguro, porém, muito acidentado e a ocupação do solo tem sido feita sem critérios e está preocupando. O desmatamento indiscriminado também tem sido grande. Tudo preocupa. O que é seguro pode se transformar num perigo em questão de segundos.
RS-AdN (7): Como você descreve as realizações em sua cidade para garantir que ela seja mais segura? Desde as tragédias com as enchentes em SC, no RS, no Norte e Nordeste Brasileiro você entende que mudou alguma coisa? Que procedimentos você poderia indicar?
Mauro: Muita coisa tem sido feita, mas, os previdentes são chamados de profetas de desgraças e a prevenção acaba sendo descuidada. Prevenção, prevenção, alerta e mais uma vez alerta.
RS-AdN (8): Para você, foram executadas obras que possam prevenir e salvaguardar as pessoas e as cidades de desastres naturais, humanos e/ou mistos? Se você entende que foram, poderia citar alguns exemplos?
Mauro: Aqui não houve.
RS-AdN (9): O que você entende por “Terceiro Setor”? Você acompanha e/ou participa de algum Conselho Municipal? Como você avalia a participação da Sociedade Civil Organizada nos vários Conselhos criados para gestão compartilhada (Estado + Sociedade Civil) das Políticas Públicas de Atendimento ao Cidadão? (Saúde, Educação, Assistência Social, Direitos da Criança e do Adolescente, Idosos, Pessoas Deficientes, Meio Ambiente, Segurança, Transporte Urbano, Esportes e Lazer, Defesa Civil, etc).
Mauro: São muitas perguntas numa só. Terceiro Setor é a iniciativa privada participando de políticas sociais. Acompanho o Conselho Municipal de Defesa Civil, pois sou Assessor de Imprensa da Prefeitura Municipal de Alfredo Wagner e sempre tenho acesso às informações. A Sociedade Civil Organizada não deveria ser sinônimo de sindicatos, MSTs e etc. Enquanto sinônimo disso sou totalmente contra pois essas entidades só atravancam o serviço. Vi no 1º Congresso da Defesa Civil em Florianópolis, estas tais sociedades organizadas empacando os trabalhos e não deixando espaço para discuções mais importantes. No Encontro em Brasilia foi a mesma porcaria, discussões sobre coisas secundárias deixando importantes aspectos fora de questão por falta de tempo. Notem bem, se a Defesa Civil deixar dominar por estas sociedades civis organizadas, acabou Defesa Civil.
RS-AdN (10): Você já serviu de Voluntário em alguma ação social ou desastre? Poderia descrever?
Mauro: Tive uma atuação voluntária durante um bom período da minha juventude. Inclusive durante as enchentes do Rio S. Francisco na década de 80. Participei da coleta e do carregamento dos caminhões que levaram as doações para as regiões mais atingidas. Pude comprovar a seriedade com que a Entidade responsável contabilizava cada item.
RS-AdN (11): Você conhece o Sistema Municipal de Defesa Civil da sua cidade. Voce sabe se ela tem COMDEC (Coordenadoria Municipla de Defesa Civil), NUDEC (Núcleo Comunitário de Defesa Civil) e Conselho Municipal de Defesa Civil, implantado e em pleno funcionamento?
Mauro: Aqui temos o Conselho Municipal de Defesa Civil, os outros orgãos ainda não foram constituidos.
RS-AdN (12): Você conhece o Plano Diretor de Defesa Civil, e de Contingência e e de Emergência da sua cidade?
Mauro: Ainda não, mas vou procurar conhecer e se não existir farei o possivel para ajudar na implantação.
RS-AdN (13): Qual a área que você mais aprecia na Arca de Noé? Que críticas e/ou sugestões tem para aprimorá-la?
Mauro: A idéia. Gostei da idéia, sui generis, original e muito pratica. No momento não tenho nenhuma.
RS-AdN (14): Como você analisa a Rede Social Arca de Noé em www.arcadenoe.ning.com ? O que você acha que deve permanecer e o que deve mudar no site, ou até mesmo para que rumo deva seguir?
Mauro: Um veículo de informação interessante e de muita utilidade. Arca de Noé deve ser um Farol, indicando o caminho, mostrando soluções, e apontando rumos.
RS-AdN (15): Você acha fácil ou difícil acessar o conteúdo em www.arcadenoe.ning.com? É fácil participar e interagir? Se você entende que é difícil, você teria alguma sugestão para torná-la mais amigável?
Mauro: Acesso fácil, navegação intuitiva e agradável. Um site perfeito.

Entrevista para Whohub

Mauro Demarchi

Como você começou a escrever? Quem lia para você ao principio?
Desde pequeno eu escrevia. Primeiro foram versos pois gostava de ler os poetas romanticos e tentava fazer algo parecido. Depois enveredei para o romance, mas não fiquei muito tempo neste estilo. Mais tarde escrevi meu primeiro livro”Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade”

Qual é seu gênero favorito? Algum link onde possamos ver ou ler algo sobre sua obra recente?

Variado, mas sempre com um fundo ideológico. Leia aqui um exemplo!

Como é seu processo criativo? O que ocorre antes de se sentar a escrever?

Primeiro, inspiração, depois a prática que pode demorar muito.

Que tipo de leitura ativa sua vontade de escrever?

Romances históricos.

Quais são para você os ingredientes básicos de uma historia?

Enredo, personagens cativantes, uma pitada de humorismo, uma pitada de drama, algum mistério e um diálogo que não canse.

Em que sapatos você se encontra mais cômodo: primeira pessoa ou terceira pessoa?

Ambos.

Que escritores conhecidos são os que você mais admira?

Em primeiro lugar, Plinio Correa de Oliveira, que admiro e com quem trabalhei. Depois, não em ordem de preferência, mas de lembrança: Agatha Christie, Eça de Queiroz, Ramalho Urtigão, Monteiro Lobato e alguns poucos.

O que torna um personagem crível? Como você cria os seus?

A naturalidade com que surge no enredo. a imaginação é a dama que fornece meus personagens.

Você é igualmente hábil contando historias oralmente?

Não.

Profundamente em sua motivação, para quem você escreve?

Para o leitor…

Escreve como terapia pessoal? Os conflitos internos são uma força criadora?

Não. Não vivo em conflitos internos.

O feedback dos leitores serve pra você?

Sempre. sei ouvir e aproveitar as boas criticas.

Você se apresenta para concursos? Você recebeu prêmios?

Não, falta tempo. Quando fico sabendo já não há tempo para produzir o texto.

Você compartilha os rascunhos de suas escrituras com alguém de confiança para ter sua opinião?

Sim. minha esposa é minha conselheira.

Você acredita ter encontrado “sua voz” ou isso é algo eternamente buscado?

Minha voz são minha inteligência e minha intuição… desde criança as ouço.

Que disciplina você se impõe para horários, metas, etc.?

Nenhuma! deveria ser disciplinado… mas é difícil.

De que você se rodeia em seu escritório para favorecer sua concentração?

Quanto mais silêncio melhor, uma boa música clássica num volume suave ajuda.

Você escreve na tela, imprime com frequência, corrige em papel…? Como é seu processo?

Atualmente escrevo na tela, dependendo do texto releio uma vez ou outra. Entretanto, meu livro, imprimi e mandei para revisão 7 ou 8 vezes.

Que sites você frequenta online para compartilhar experiências ou informação?

A lista é grande, nem vou começar.

Como foi sua experiência com editoras?

Péssima!

Em que projeto você está trabalhando agora?

Num romance que está engavetado ainda. talvez saia da gaveta para terminá-lo.

O que você me recomenda fazer com todos esses textos que venho escrevendo há anos mas nunca os mostrei a ninguém?

Mande para meu email, vou avaliar e se forem interessantes poderei indicar algumas editoras.

© Mauro Demarchi
Endereço web desta entrevista:http://www.whohub.com/maurodemarchi

AS IMPLICAÇÕES POLÍTICAS DA AUDIÊNCIA PUBLICA

Uma das afirmações que causou maior estranheza durante a Audiência Pública realizada pela Assembléia Legislativa foi proferida pelo responsável
pelo Ministério do Trabalho em Santa Catarina sobre as denúncias de violações aos direitos trabalhistas de agricultores, mencionando expressamente o Sindicato dos Trabalhadores como responsável.
Não indicou de qual cidade partiram as denúncias. Mas afirmou que: havendo denúncias a fiscalização é obrigada a fazer as apurações.
Em todas as eleições disputadas por Lula e Dilma a região do Alto Vale se manifestou massissamente contra os candidatos do PT, votando sempre na
oposição.
Este resultado sempre desagradou aos fundamentalistas de plantão pois apesar do dinheiro despejado pelo Governo Federal a fundo perdido na região os resultados das urnas foram contrários aos interesses do Partido dos Trabalhadores.
Se a bondade e a generosidade do Governo não convenceu os eleitores a votar favoravelmente, como aconteceu com grande parte dos que recebem o
Bolsa Família e outras benesses, a força da lei os fará ver quem manda!
Partidários obedientes às ordens começaram a denunciar os agricultores (em geral pertencentes ao PSDB ou a outros partidos da oposição, mas nunca
afiliados ou simpatizantes do PT). Jogaram os agricultores contra os fiscais e os fiscais contra os agricultores, numa manobra muito bem orquestrada para desequilibrar financeiramente a classe produtiva do Alto Vale.
Quando a panela de pressão estava prestes a estourar, chega a notícia:
O Ministro do Trabalho está do lado do cebolicultor, a Ministra Ideli está do lado do agricultor, deputados e senadores de SC estão do lado do agricultor.
Eis aí a bem montada manobra política para dobrar o nosso colono e o obrigar a votar em Dilma Roussef para a reeleição ou em qualquer outro que apareça como salvador da Pátria.

Através da excelente iniciativa do Deputado Marcos Vieira foi realizada a Audiência Pública sobre a aplicação de multas aos colonos do Alto Vale. Lideranças, deputados, sindicatos e grande público estiveram presentes e puderam se manifestar
Através da excelente iniciativa do Deputado Marcos Vieira foi realizada a Audiência Pública no Salão Paroquial da Igreja Matriz Católica, dia 30 de setembro de 2013, sobre a aplicação de multas aos colonos do Alto Vale. Lideranças, deputados, sindicatos e grande público estiveram presentes e puderam se manifestar

ESTUDOS SOBRE O CONTROLE DA AGRESSIVIDADE DAS ABELHAS

Apesar de pequena a abelha é muito agressiva.

Artigo escrito em 1997 e revisado em 2013. Só agora publicado.

Três notas para os estudos sobre o controle da agressividade das abelhas.
Desde o momento em que iniciei meus estudos sobre a vida das abelhas, chamou-me especial atenção dados e informações sobre o controle da agressividade do enxame.The_Honeybees_Final_Sting.jpg
Em meu livro “Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade” dois itens do 3º capítulo são destinados a descrever os mecanismos da agressividade desses insetos.
No capítulo II-5 descrevo uma experiência inédita no controle do enxame. Utilizando o canto gregoriano é possível trabalhar num apiário de colmeias africanas e africanizadas sem a utilização do fumegador. (O apicultor interessado poderá adquirir o livro no qual trato desta experiência inédita).
a primeira ideia da utilização da música em vez da fumaça surgiu da leitura de uma pequena notícia publicada numa revista de apicultura informando que no Canadá pesquisadores utilizam um aparelho de ultra-som para controlar o enxame.
Do ultra-som para a música o passo foi pequeno e a pesquisa tomou corpo e se desenvolveu.
O Controle genético também pode diminuir consideravelmente a agressividade das abelhas. é comum encontrarmos em revistas de apicultura propaganda de apiários oferecendo rainhas europeias.
Tenho notado, entretanto, um descuido no papel do zangão para o total controle genético do enxame.
é sabido que cientistas europeus dedicam uma atenção especial sobre a fisiologia e o comportamento dos zangões, destacando a importância destes conhecimentos para a europeização dos enxames. Contudo, no Brasil estudos desta natureza pouco aparecem.
Destaco a importância fundamental para a europeização dos apiários, o controle dos zangões africanos ou africanizados. Tais zangões, sendo muito mais ágeis que seus parentes europeus, tem mais possibilidades de fecundar as rainhas.
Antes da introdução de uma nova rainha européia o apicultor deveria ser instruído a eliminar os zangões de seu apiário e redondezas. A armadilha para caça de zangões é utilíssima para isso.
Os apiários especializados na produção de rainhas europeias  deveriam vender também grande quantidade de zangões europeus para suprir os zangões eliminados pelo apicultor.
Agindo em conjunto renovando as rainhas e eliminando os zangões africanos ou africanizados possibilitaremos a europeização de nossos apiários.
O controle da agressividade da Apis Melífera poderia ser tentado também a partir da miscigenação de rainhas Apis com zangões de espécies brasileiras?
Não pude observar com atenção este fato, contudo um episódio me levou a esta hipótese.
Necessitei colocar algumas colmeias de jataí junto a colmeias de Apis Mellifera. Nós sabemos que as duas espécies costumam ser inimigas. Após um período inicial de conflito, os enxames se acalmaram e cada qual procurou viver sua vida.
Após mais de um ano de convívio entre as duas espécies, um fato chamou-me a atenção em uma das colmeias de jati. O enxame estava desaparecendo, poucas operárias entravam e saiam da caixa, e no canudo de cera que serve de entrada e saída para as abelhas estavam grudados pupas de operárias europeias  Eram iguais no tamanho e na forma àquelas que encontramos no alvéolo das colmeias europeias. No momento não consegui explicação para o fato. Posteriormente, abrindo a colmeia de jatai para observação notei que o ninho estava completamente alterado e desorganizado.
Só depois de muito pensar cheguei a seguinte conclusão: a proximidade com apis mellifera levou algum zangão desta espécie a fecundar uma rainha Jataí. Esta, voltando para o ninho iniciou a postura sem saber que daria origem a operárias gigantes. Os alvéolos próprios para a pequena Jataí, após alguns dias não comportavam mais as gigantes que foram retiradas e levadas para fora e presas no canudo de cera que serve de entrada. Por falta de novas operárias normais o enxame deixou de executar as tarefas da colmeia e morreu.

Meus tempos de apicultor.
Meus tempos de apicultor.

Seria possível uma miscigenação entre as espécies nativas e as apis? Quem sabe nossos especialistas em genética possam responder a essa pergunta. Por enquanto, ficam aqui estas três notas sobre o controle da agressividade dos enxames.
Mauro Frederico Demarchi
outubro de 1997.

Reeditado em 13/09/2013

Um velhinho de 261 anos

Há gente por aí que não gosta de conversar com pessoas de mais idade. Os pensamentos estão meio embaralhados, as vistas já não enxergam mais e o exterior está todo enrugado.

De vez em quando converso com um velhinho que tem mais de 261 anos… é isso mesmo! Você não leu errado e eu não escrevi errado! Talvez é o mais velho aqui da nossa região. Poucos o conhecem, e menos ainda se interessam por ele. Pelo exterior você vê que ele não é novo, mas não lhe dá tanta idade, e pelo interior é impressionante a conservação e a quantidade de informações que transmite.

Ele frequentou palácios quando mais novinho, andou por lugares que a gente nem imagina. Durante a fatídica Revolução Francesa ele ficou escondido em algum lugar até que o colocaram num navio e veio parar aqui no Brasil. Quando veio para cá? ninguém sabe, nem mesmo ele. Parece que é a sina de todos nós quando ficamos velhos: só nos lembrarmos de nossa infância e ele também. Só lembra daqueles primeiros anos. Mas não faz mal, o que ele me conta é tão interessante!

Uma vez perguntei a ele: O que é a Física? Ele me respondeu: “C´eft-ce l´étude & la contemplation de la nature, ou plus proprement, la fcience des Corps”

Ah! me desculpe. Esqueci de dizer que ele só fala francês e dos tempos em que era menino, por volta de 1752.

Encadernado em couro e impresso em folhas feitas de trapo ou de casca de arroz, o livro mantem toda sua forma e beleza.

Os livros são como pessoas. Elas congelam em suas páginas uma parcela do tempo e ali fixam o conhecimento e as histórias de uma época.

O que tenho em mãos, como disse é de 1752. Foi comprado por um professor de um francês, que morava no interior de São Paulo. Como era apenas um volume de uma coleção de 8, não interessava ao professor que me perguntou se eu queria. Claro que aceitei. Não tanto pelo valor monetário do livro, que é pequeno, mas pelo valor histórico do mesmo.

“La Sciende des Personnes de Cour, D´épée et de robe, du Sieur de Chevigni”. Antigamente davam títulos grandes para os livros, hoje, quanto menor mais sucesso fazem, por que será? Mas o título, para quem não sabe francês, quer dizer: O conhecimento das pessoas da Corte, de espada e de beca, do Senhor de Chevigni.

Esse velhinho de 261 tem tanta coisa para contar… e não apenas o que ele fala, mas o que ele permite conhecer através de pesquisas levantadas por suas palavras.

Um dia, quem sabe, falarei sobre elas. E, para aqueles que gostam de coisas antigas, abaixo vai duas ilustrações do livro.

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A lenda do Dragão e da dragoa que diziam que era o que não era…

Já disse aqui que a unanimidade é burra e  acrescento que quem acredita em pesquisa é por que não entende nada da vida!

Nunca na história da politica, seja nacional ou mundial, ocorreu um fenômeno como o que está ocorrendo no Brasil. Uma figura, nada política, com um passado nenhum pouco alinhado com a politica tradicional, apenas por ser indicada por um presidente que continuou a gestão econômica de seu antecessor e passando maior parte do período de governo viajando para o exterior, vindo ao Brasil apenas para inaugurar obras feitas pela iniciativa privada pois, as do PAC só 30% foram inauguradas e… algumas inacabadas, chega a um nível de aceitação surpreendente. Nem Getúlio Vargas, o político mais popular no Brasil, chegou a tanto.
Expliquem-me como isso está ocorrendo?
Conta uma lenda muito antiga dos povos nórdicos que um Velho e aloprado dragão se apaixonou por uma bela e jovem princesa. O rei e a rainha não concordaram com a união, mas o dragão tão simpático e aloprado já havia conquistado a simpatia de todos. Os sacerdotes diziam que o Rei e a Rainha deveriam aceitar a união pois era um sinal de reconciliação (tantos anos perseguindo os dragões e agora, um se torna genro do rei…) O Rei morreu. O Dragão assumiu. Começou por encher os principais cargos de dragõezinhos amigos dele. Aumentou o imposto e a fiscalização e distribuiu algumas migalhas aos pobres e  enviou poupudas gorjetas aos arautos que cantavam as notícias pelo reino. Um belo dia nasceu a princesinha, filha do dragão e da princesa filha do falecido Rei. Feia, desengonçada, arreganhada, antipática. Mas por ordem do Dragão e dos dragõezinhos colocados nos postos chaves do país e com muitas moedas distribuídas aos arautos do dragão, começaram a dizer ao povo que ela era linda, maravilhosa, não tinha o bafo que falavam, nem soltava fogo pelas ventas, mas era doce e suave como deve ser uma princesa; e como prova disso o Rei ia aumentar as migalhas um pouquinho mais. Ficaram todos contentes. O povo acreditou, ou fingiu que acreditou. A força da moeda distribuída entre os donos dos arautos e a força das migalhas distribuídas aos pobres fez o reino acreditar que a dragoa era o que não era.
Como termina a lenda?
Podem não acreditar, mas terminou exatamente como terminaram as histórias de Hitler, Stalin, Danton, Robespierre, e todos os tiranos nascidos da vontade popular adormecida e anestesiada pela propaganda de arautos bem pagos e de migalhas distribuídas aos pobres.

2012 – FIM DO MUNDO?

2012 – FIM DO MUNDO?

O calendário Maia, segundo intérpretes e especuladores, prevê o fim do mundo para dezembro de 2012.

Você acredita nisso?

Eu não! Acredito na promessa que Deus fez a Noé e seus descendentes estabelecendo um sinal de aliança entre Ele, Deus e nós, seres humanos. Esta promessa foi transmitida em prosa e verso por uma nação que resiste há séculos, Israel, e tem ecoado em todos os templos católicos, especialmente no primeiro domingo da quaresma neste ano litúrgico.

Os maias, nação indígena de superior inteligência, pelo contrário, não soube resistir à história e desapareceu, deixando apenas vestígios de suas crenças.

Algum historiador de meia tigela poderá dizer que os maias desapareceram porque foram dizimados pelos espanhóis.

Eu pergunto: como podem 11 espanhóis com poucas armas e reduzida munição, dizimar milhares de índios?

Quem conhece um pouco a vida dos índios sabe que suas crenças, costumes e hábitos os encaminhavam para a própria destruição.

O costume de oferecer virgens aos deuses (ato comprovado em descobertas recentes), a sexualidade precoce e a promiscuidade existente, o controle da natalidade em práticas abortivas e de esterilização através de ervas naturais, levou a antiga nação Maia ao seu próprio fim de mundo.

Nação grandiosa e sábia, como pôde se entregar ao desaparecimento antes mesmo de findar o século XVII? Os Maias achavam que a terra teria ainda mais 400 anos de vida ao elaborar o famoso calendário, mas não conseguiram viver enquanto nação e desapareceram da história.

Noé, que ouviu a promessa de Deus, pelo contrário, foi a origem de todos nós, até mesmo dos Maias, ele não foi o início do fim, mas o recomeço de toda História pós-Dilúvio.

Então, em quem você prefere acreditar? Na interpretação do calendário de um povo que não soube prever seu próprio fim e não soube lutar para que isso não acontecesse ou na promessa de Deus?

Sábio foi o Padre Marino Loffi no último domingo, ao comentar a especulação em torno do calendário maia. “Deus fez sua promessa e tem cumprido. Isso não quer dizer que o próprio homem não vá se autodestruir”.