O PODER DAS TREVAS

A liturgia de hoje se inicia com a entrada de Jesus em Jerusalém. Aclamado como Rei, ao avistar a grande metrópole e o Templo de Salomão, Jesus chora. Após a procissão lemos o evangelho de São Mateus que descreve o passo a passo da paixão de Cristo. No capítulo 25 versículo 41 a 43: Do mesmo modo, os chefes dos sacerdotes, junto com os doutores da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus: 42 «A outros ele salvou… A si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel… Desça agora da cruz, e acreditaremos nele. 43 Confiou em Deus; que Deus o livre agora, se é que o ama! Pois ele disse: Eu sou Filho de Deus.»
Jesus na cruzA zombaria dos maus com aqueles que são bons e justos são exatamente nestes termos, debochados, maliciosos, orgulhosos! Se fosse Herodes ou Pilatos que estivesse crucificado, tais sacerdotes e doutores da lei usariam de outras palavras, seriam condescendentes, evitariam em falar nos crimes de seus iguais. Mas Cristo não, Cristo era justo e nunca se sentou entre eles e os acusa de serem sepulcros caiados, falsos, limpos por fora, mas podres por dentro. Enquanto Jesus entrava em Jerusalém, o Poder das Trevas procurava aquele que seria venal suficiente para fazer um falso testemunho para justificar a prisão de Jesus. Venais, pessoas que se vendem, são tão comuns nos dias de hoje… Foi fácil para eles encontrar a pessoa certa. Jesus é preso e desenrola-se sua paixão.
No dia a dia do Cristão acontece a mesma coisa. Se ele é bom e justo e começa a ter destaque, o Poder das Trevas o envolve e não raras vezes o persegue, o silencia, o desqualifica. Quando consegue isolá-lo inicia-se a calúnia, a malevolência e o desprezo.
O Cristão não deve ser diferente de Cristo, mas aceitar a sua Cruz e com ela ir até o Calvário, pois é o caminho para chegar à Ressurreição e a Vitória.