Alcindo Demarchi, filho de Francisco Demarchi e Elisa Masson, natural de Pedreira – SP. Como neto de imigrante, trabalhou na roça, mas não era aquilo que desejava. Pretendia algo mais. Trabalhou nas indústrias de cerâmica da região até que mudou-se com a família para Santo André – SP. Logo conseguiu emprego na fábrica de pneus Pirelli. Conheceu Lahir Catarina Vano com quem casou-se e teve 4 filhos. Na década de 50 recebeu convite para trabalhar na Eaton de S. José dos Campos, e para lá foi com a família. Após alguns anos como operário daquela industria, pediu demissão e abriu sua própria empresa uma grande serralheria. Fabricava portões, certas e torres para antenas de televisão. Em 1964, ao instalar uma destas antenas, encostou sem perceber num fio de alta tensão da rede de iluminação pública, despencando de uma altura de 5 metros. Faleceu algumas horas depois do acidente, tendo edificado a todos com sua tranquilidade e confiança em Deus. Alcindo Demarchi foi um lider em seu bairro. Empreendeu a construção da primitiva igreja dedicada a S. Judas Tadeu no bairro Jardim Paulista (esta igreja foi ampliada e reformada posteriormente). Era um atuante vicentino e congregado Mariano. Fundou a Escola Paroquial para alfabetização de adultos que na época do seu falecimento funcionava num dos comodos de sua casa. Por ocasião de seu falecimento, o jornal da diocese de Taubaté “O Labaro” publicou o seguinte depoimento: 

Junto ao seu túmulo falou seu companheiro de luta política, pois ele era suplente de Vereador pela UDN, o Sr. Manoel Costa, que professando confissão Evangélica, afirmou contudo que se edificava com o procedimento do Alcindo, podendo ser apresentado como exemplo a ser imitado pelos religiosos e não religiosos, pelos ricos e pobres, pelos letrados e iletrados e por todos os homens públicos.
Deus o levou, porque o achou maduro para o céu, mas sua lembrança permanecerá viva em todos os habitantes do bairro do Jardim Paulista, São José dos Campos.” (“O Labaro”, 15 de agosto de 1964)

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