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O Casamento Real e a Realidade Brasileira

O casamento entre o príncipe William e Catherine “Kate” Middleton nos leva a algumas considerações muito importantes.

Toda mulher sonha com um príncipe encantado e a história da linda plebéia Kate que conquistou seu principe e o povo, veio de encontro a este sonho. E é curioso que a maioria das pessoas que se aglomerou ao longo das avenidas para ver o casal real era de mulheres. Haviam homens também. Os homens não sonham em ser principes, se julgam principes e por isso se imaginavam casando com Kate.
Este sonho despertou um sentido patriótico na Commonwealth (comunidade dos países de lingua inglesa que tem a Rainha Elizabeth como chefe de estado) e um movimento de surpresa no povo (especialmente no Brasil) que de repente se viu diante de uma realidade: A monarquia existe, está viva, é bonita e cheia de charme.
Este casamento teve um sentido muito mais profundo do que o casamento de Lady Di, por que, afinal, o Principe Charles, não era tão simpático aos olhos do povo inglês quanto o é o seu filho o Principe William.
Temos então, diante de nós o futuro Rei da Inglaterra, do Canadá, da Austrália e de muitos outros países que compõe a Comunidade das Nações.
Para o povo inglês sustentar a família Real é mais barato do que para o brasileiro sustentar um presidente da república. No futuro escreveremos alguns artigos sobre isso, agora não é o nosso objetivo. A Rainha Elizabeth, seu esposo, e filhos são empresários atuantes e muito bem sucedidos. Possuem investimentos no ramo do petróleo e em diversos segmentos. E o povo inglês vê na Monarquia a estabilidade do governo e da nação.
A monarquia não é incompativel com a democracia e a Inglaterra é um ótimo exemplo disso pois a forma de governo monárquica lida bem com todos os partidos políticos e as eleições para todos os níveis de administração e legislação continuam a existir.
Este é o pensamento do Príncipe dom Luiz de Orleans e Bragança, bisneto da Princesa Izabel e trineto de Dom Pedro II, atual chefe da Casa Imperial Brasileira. Isto mesmo, você não leu errado, o Brasil tem príncipes e princesas e eles tem uma atuação muito grande na sociedade brasileira. Apenas não existem papparazzi correndo atrás deles em busca de matérias sensacionalistas porque no Brasil a mídia está proibida de dar destaque à Família Imperial Brasileira.
A República que foi instaurada por um golpe militar em 1889, sem qualquer participação popular, prometeu um plebiscito para que o povo decidisse que forma de governo desejaria. Ao mesmo tempo, impôs uma constituição com uma cláusula considerada pétrea, ou seja, não poderia ser excluida, a não ser por outra constituição, que proibia qualquer manifestação ou campanha monarquista. Essa cláusula subsistiu até a constituinte de 1987 quando foi derrubada. Até esse momento qualquer manifestação monarquista era tida como contrária à constituição e poderia ser passível de punição. Uma ditadura maior, portanto que a de 64, imposta aos admiradores de Dom Pedro II e da forma de governo Monárquica.
A partir da Constituição de 1987, nós monarquistas, ficamos livres para defender a monarquia e mostrar a todos que ter um Imperador é mais barato, mais estável e mais democrático.
O Plebiscito trouxe a grande oportunidade para se discutir e debater o assunto, mas falhou ao encurtar os prazos e não permitir que a Monarquia, amordaçada durante mais de cem anos, falasse com a liberdade merecida.
Portanto, minhas queridas leitoras que sonhavam com o Príncipe Encantado, e meus amigos leitores que se imaginam príncipes… sim, temos no Brasil Príncipes e Princesas, e para que tenhamos casamentos lindos como o que ocorreu na Inglaterra só precisamos mudar a forma de governo.
Sobre isso falaremos em outras ocasiões.
 



Mauro Demarchi
Twitter: @maurodemarchi @monarquiaja

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