Capitulo III do meu livro
Capitulo III do meu livro “Aprendendo com as abelhas”

1. Vai, ó sociólogo, ter com as abelhas…

De fato, leitor, reina ordem impressionante numa colmeia. Aliás, genericamente, em todo o reino animal. Por isso, um sociólogo que após observar os homens, seus diversos modos de encarar a vida, a política e a organização social, procurasse deitar sua atenção sobre os animais, não perderia seu tempo, mas descobriria muitas analogias e poderia até dar um desenvolvimento maior a seus estudos. Porventura, não diz o Espírito Santo no livro dos Provérbios, “Vai, ó preguiçoso, ter com a formiga, e considera o seu proceder, e aprende dela a sabedoria” (Prov. VI, 6)? Com quanta propriedade poderíamos também dizer: vai, ó sociólogo, ter com as abelhas e lá aprenderás que o homem pode viver feliz no convívio com seus semelhantes. Evidentemente, não poderíamos aplicar ao homem, ponto por ponto, o estilo de vida das abelhas. Para começar, numa colmeia todos os elementos são do sexo feminino, e em certas épocas os zangões são simplesmente eliminados… Outros pontos poderiam ser ressaltados que não vêm ao caso no momento.

No que, então, o estudo da vida das abelhas pode servir como admirável fonte de inspiração para o relacionamento humano? A vida de família, a dedicação de cada membro dessa família, o esforço generoso e atento no cumprir cada qual sua obrigação, a solidariedade e a ajuda mútua dos membros dessa família, a vigilância e o ataque intrépido em defesa da colmeia etc. A maravilhosa organização da vida da colmeia é apenas um símbolo, caro leitor, daquilo que poderia ser o relacionamento social dos homens operosos, desprovidos de inveja e dispostos a cooperar, cada qual segundo suas aptidões, para o bem estar geral.

2. Como funciona o reino maravilhoso das abelhas

Isto dito, voltemos à vida da colmeia.

  • Onde tudo começa…

Tudo começa com um pequeno ovo depositado numa célula especial, chamada realeira. A rainha, já velha e pressentindo seu fim, ou observando que o espaço onde mora o enxame tornou-se exíguo, ali botou um ovo com vistas ao nascimento de uma nova princesa. Suas súditas armazenam, na principesca celazinha, a geleia real que irá alimentar a futura rainha, enquanto passar sucessivamente pelas fases de larva, pupa e, por fim, de ninfa, quando, roendo o seu casulo, sairá à luz do dia. Normalmente, há mais de uma realeira, e a princesa ao nascer terá que disputar a realeza com outras. Vencerá a mais apta, mantendo assim as melhores características genéticas do enxame. Ao nascer, sua corte já está formada e procurará defendê-la das outras princesas. Caso o enxame seja muito grande, poderá haver divisão, partindo as várias princesas para direções opostas, ficando apenas uma na colmeia.

Acompanhemos um enxame já estabelecido, cuja rainha velha morreu poucos instantes antes de nascer a princesa. Um enxame, sim, porém não um desses de laboratório, ou supercontrolados. O enxame de abelhas que vamos acompanhar está na natureza, será mais adiante capturado por você, leitor, e por mim, mas por enquanto ele habita um cupinzeiro abandonado pelos seus primitivos moradores.

  • Morre a rainha, centro da vida do enxame

A rainha acaba de morrer. Durante cinco anos, aproximadamente, ela foi a mãe, a coordenadora e o centro de todo o enxame. Sua alimentação foi sempre especial, só geleia real, o que lhe possibilitou viver todo esse tempo, quando as abelhas comuns, chamadas operárias, vivem 48 dias em média. Sua fecundidade, que em certas ocasiões chegou a 2 mil ovos por dia, também depende desse alimento(ver nota 1). Mas agora ela morreu. A corte, que a seguia por toda parte, procura reanimá-la. Em vão. Daí a consternação geral da colmeia. A rainha já não passa para as outras abelhas o seu odor característico, e estas, notando sua falta, choram. Não com lágrimas, por certo. Mas com um zumbido tão triste que, quem o ouviu algum dia, fica impressionado. A rainha está morta. Se não houvesse uma realeira e não estivesse para nascer uma nova princesa, o que aconteceria? Em primeiro lugar, haveria agitação inusitada e agressividade anormal. O passante, animal ou pessoa, tomado como responsável pela morte da rainha, seria incontinenti atacado. Em seguida, à agitação sucederia angústia desconcertada. Uma ou outra operária, contrariando a regra, ingeriria geleia real e daria início à postura de ovos. o que acalmaria momentaneamente o enxame. Mas, sendo ela virgem e não fecundada, seus filhos seriam apenas zangões. E, por essa forma, o enxame estaria condenado a desaparecer, pois zangões não são capazes de cumprir as funções próprias das operárias.

  • A princesa, suas rivais e seus príncipes

Mas não é esse o caso de nossa colmeia. Uns dias mais, e do mencionado ovinho nascerá uma princesa. Se ela for a primeira, com seu ferrão cortará as outras realeiras, matando as rivais. Senão, terá que defrontar-se com elas, fazendo valer sua astúcia, força e valentia. Já prevendo a necessidade de um príncipe para sua princesa, as abelhas, mais especificamente as que ficam de guarda à entrada da colmeia, permitem o acesso de diversos zangões. E numa bela manhã, finalmente, a jovem princesa sai para seu primeiro voo nupcial, acompanhada de sua corte e inúmeras abelhas da colmeia. Os zangões também levantam voo, mas vencerá o que for mais ágil e veloz. A princesa, agora rainha, poderá acasalar-se outras vezes. Mas por ora, ela e sua corte retornam à colmeia. Os zangões, porém, são barrados à entrada do cupinzeiro, onde o enxame está alojado. Se forem atrevidos, serão expulsos ou terão as asas cortadas.

  • O reino tem inimigos!

A vida retorna ao ritmo normal… Mas não demora muito, um rato do campo, para fugir de uma coruja, penetra no cupim. Seu mau cheiro incomoda a sentinela, que soa o alarme. Então, um exército de guardiãs, em plena carga de cavalaria, descarrega sua cólera contra o invasor. O poeta Virgílio, já citado, assim cantava essa estratégia: ”Sente-se logo ali na alvorotada turba – ser bélico furor que a agita, inflama e turba. – Um como de clarins intrépido rebate – daqui, dali, concita as frouxas ao combate. – Prestes se apinha o bando, e se resolve e freme: – um relâmpago de ouro em suas asas treme; – com as bocas os ferrões aguçam diligentes; – exercitam os pés; fiéis e inteligentes – condensando-se em torno à chefe e à régia tenda – chamam com grã clamor as outras à contenda “. E, mais adiante, ele acrescenta que as”… hostes abaladas mostram ânimo grande em pequenino peito; – inflama-as o valor, enraiva-as o despeito” (Ver nota 2). De todos os lados surgem elas, atraídas pelo característico cheiro que a sentinela exala ao conclamar as companheiras para o ataque. O rato do campo, que se refugiara no cupim, parte em disparada, acossado por algumas das ferozes guardiãs.

De sorte que, se não for muito rápido na corrida, cara lhe resultará sua intrusão.

  • A iracunda irara e outros mais

Todavia, o enxame conta com outros inimigos. E se hoje foi um rato, noutra ocasião será uma irara. E as sentinelas percebem, pelo seu odor acre, que nessa noite a irara resolveu variar o cardápio. O leitor me permite um parêntese? Já conhece a irara? Ainda não? Então passo a apresentá-la. Nossos índios a chamam ira-nara. Ira, em tupi, quer dizer mel e a repetição do rá significa mel, mel, ou seja, muito mel (ver nota 3). É um animal que pode chegar a 110 cm de comprimento, que gosta muito de mel, e cujo habitat abrange o Brasil inteiro e chega até o México. Jean George acrescenta, em Animais de “A” a “Z” (ver nota 4), que “além de mel, come pássaros e seus ovos. Quando, porém, nada disso encontra, e a fome aperta, não recua ante atacar animais de regular tamanho. Mata muitas vezes só para chupar o sangue e pode fazer verdadeiras devastações nos galinheiros”. É, portanto, um bichinho valente. Um desses, exatamente, resolveu comer o mel de nossa colmeia. Pouco importa às guardiãs a valentia da fera. Elas, sempre vigilantes, ouvindo algo que começa a raspar a entrada do cupim, e, depois, sentindo o odor da irara, batem as asas recomendando às companheiras a prontidão para o ataque. E ataque a bicho grande. Com efeito, mal as batedoras saíram para reconhecer a “visita”, voltam e tocam o alarme, um exército sai do cupinzeiro e ataca o animal por todos os lados onde pode. Se cochilou e as picadas foram demasiadas, era uma vez uma linda irara, de negra e luzidia pele… Porém, não são apenas o rato e a irara os inimigos do enxame. Entre outros mais, destacam-se os sapos, as formigas, especialmente as doceiras, ou as aves como o bem-te-vi do “seu” Jan etc etc.

Dá a impressão, pela descrição acima — diria talvez o meu paciente leitor —, que o rato, a irara etc., não têm condições de vitória e sempre se saem mal. É certo isso? O certo é que se os predadores acima citados resolverem atacar um enxame forte, correrão sério risco de vida. Um enxame com 60 mil ou 80 mil abelhas, considerado um enxame normal, tem cerca de 10% de guardiãs dispostas a tudo sacrificar em defesa da colmeia. Páreo difícil para um animal pequeno. Mas um enxame fraco com menos de 10 mil abelhas, não contará com defensoras suficientes, no caso do ataque de algum predador, pois, se o ataque ocorrer durante o dia, a maioria das abelhas estará fora coletando pólen, néctar ou própolis. Se ocorrer à noite, apesar de ser maior o número de defensoras, ainda poderá não ser suficiente contra um animal do porte da irara ou do tatu.

Não se deve pensar que num ataque — sempre em legítima defesa — o enxame fica sem mortos do lado das abelhas. Não. Cada abelha que pica o inimigo deixa na pele do mesmo o ferrão com parte de seu corpo, e morre em decorrência disso. Pois o ferrão, que tem a forma de um arpão, quando entra numa superfície elástica, não sai. Por isso, o ataque só é efetuado quando a abelha estima, acertadamente ou não, que o inimigo está pondo em jogo a sua vida ou a vida do enxame. E que, portanto, para salvação própria ou do todo, não há por que recuar diante da morte. Belo símbolo de dedicação, não acha, leitor? Certo dia, uma abelha dessa colmeia cuja vida estamos acompanhando, estava coletando néctar no alto de um eucalipto, quando sentiu a árvore abalar e logo em seguida cair. Acompanhava toda esta operação um ruído nunca ouvido por ela. A colmeia encontrava-se instalada num cupinzeiro existente no meio de um eucaliptal que, afinal, seria cortado. Os lenhadores, desconhecendo a existência de um enxame nas proximidades, cortavam as árvores com motosserras, inquietando o enxame. Quando um deles passou em frente do cupinzeiro para calcular o ângulo do corte de uma árvore, foi recepcionado por uma abelha que o atacou diretamente no rosto; logo em seguida outras o perseguiram e ele desatou a correr, alertando seus amigos que também debandaram. A ocorrência não altera o ritmo de vida normal do enxame.

  • Prepare-se, leitor, pois vamos capturar esse enxame

Entretanto, no dia seguinte, uma movimentação inusitada, desconhecida, põe o enxame em alvoroço.

Fumaça! Será incêndio?!

O alarme corre célere.

Onde há fumaça, há fogo; logo, se há fogo, ou o enxame se apressa em mudar, ou ele morre. Não há tempo a perder. A grande maioria das operárias corre direto aos favos de mel e néctar, e tomam quanto podem. A razão é simples: sendo o mel a matéria necessária para a confecção dos favos, sentindo a fumaça, a primeira providência a tomar é sorver todo o mel possível para ter com que reconstruir a colmeia em outro lugar.

  • A legítima defesa

Não se deve pensar que num ataque — sempre em legítima defesa — o enxame fica sem mortos do lado das abelhas. Não. Cada abelha que pica o inimigo deixa na pele do mesmo o ferrão com parte de seu corpo, e morre em decorrência disso. Pois o ferrão, que tem a forma de um arpão, quando entra numa superfície elástica, não sai. Por isso, o ataque só é efetuado quando a abelha estima, acertadamente ou não, que o inimigo está pondo em jogo a sua vida ou a vida do enxame. E que, portanto, para salvação própria ou do todo, não há por que recuar diante da morte. Belo símbolo de dedicação, não acha, leitor? Certo dia, uma abelha dessa colmeia cuja vida estamos acompanhando, estava coletando néctar no alto de um eucalipto, quando sentiu a árvore abalar e logo em seguida cair. Acompanhava toda esta operação um ruído nunca ouvido por ela. A colmeia encontrava-se instalada num cupinzeiro existente no meio de um eucaliptal que, afinal, seria cortado. Os lenhadores, desconhecendo a existência de um enxame nas proximidades, cortavam as árvores com motosserras, inquietando o enxame. Quando um deles passou em frente do cupinzeiro para calcular o ângulo do corte de uma árvore, foi recepcionado por uma abelha que o atacou diretamente no rosto; logo em seguida outras o perseguiram e ele desatou a correr, alertando seus amigos que também debandaram. A ocorrência não altera o ritmo de vida normal do enxame.

Outra providência tomada, imediatamente após o sinal de fumaça, é a expulsão da mesma, mediante corrente de ar formada com o bater das asas. Essa corrente de ar é tão forte que, além de expulsar a fumaça que já entrou, impede a entrada de nova onda.

Mas hoje as precauções serão vãs. As guardiãs, pesadonas devido a tanto mel ingerido, ficam impossibilitadas de utilizar o ferrão e nos permitem capturar o enxame. É um golpe. Mais outro. Eis que a picareta rompe o cupinzeiro e deixa à mostra grandes favos cobertos de abelhas, repletos de crias, pólen e mel. As poucas abelhas que não ingerem mel, mas mantêm-se vigilantes, continuando agressivas, incomodarão ainda um pouco, contudo não conseguirão impedir nosso trabalho.

  • Destruído o cupim, separamos os favos com mel dos favos com cria

Sua primeira providência, leitor — sim, sua, pois você me ajudará a capturar esse enxame —, será separar o mel e depositá-lo num balde à parte, cobrindo-o com um pano úmido. Isso evitará que as abelhas, atraídas pelo cheiro do mel, nele se afoguem. Enquanto isso, vou, com muito cuidado, cortar os favos de cria e prendê-los nos quadros.  Alguns apicultores utilizam elástico, outros barbante, outros ainda pregam pequenas ripas nas transversais do quadro.

Nós simplesmente os prenderemos entre os arames do quadro. Completada a capacidade da colmeia Standard que trouxemos para alojar as abelhas, vamos guardar o restante dos favos com cria para fortalecer algum enxame de nosso apiário, ou os destruiremos para não atrair formigas.

Certamente o leitor observou que as abelhas, até há pouco agressivas, perderam o ímpeto e já não se ocupam de nós.

– Sim, mas qual a razão?

A razão é que, tendo sido destruída a propriedade que lhes pertencia e, portanto, nada mais restando, não há por que brigar por ela. O importante agora é aglutinar-se em torno da rainha e segui-la.

– Onde estará ela?

Observe que todas as abelhas se encaminham para a ponta do cupim. Elas foram informadas de que a rainha lá está e para lá se dirigem.

  • Seguir a rainha, agora, é o que importa

Ao tentarmos pegar a rainha, ela levanta voo, logo seguida por todas as suas súditas, e o enxame pendura-se num galho. Destruído o cupinzeiro, colocamos a caixa sobre o local, cortamos o galho, e damos uma boa chacoalhada, até que todo o enxame caia dentro da caixa. Tampamos. E no alvado (a “portaria” da colmeia) colocamos uma gradezinha para impedir que a rainha saia e abandone o local. As abelhas, por serem menores, entram e saem facilmente, mas a rainha por ter o abdómen muito grande, não o consegue. Não saindo a rainha, o enxame permanece.

Note o leitor as abelhas que estavam fora. Elas penetram na caixa sem necessidade de serem empurradas: a rainha lá está. O enxame aí ficará até que o levemos para nosso apiário. Mas quer o deixemos, quer o levemos, a colmeia começará uma série de reformas internas: colagem dos favos nos quadros, vedação das frestas da caixa, confecção de novos favos para os quadros vazios, limpeza da caixa que inevitavelmente ficou com um pouco de terra e folhas secas etc. A destruição, no entanto, foi para melhor. Algumas abelhas, tendo feito uma verificação do aspecto exterior da nova moradia, trouxeram a tranquilizadora informação de que ela está sobre um suporte suficientemente alto para que o malcheiroso tatu não possa meter o focinho dentro; nem a iracunda irara poderá subir e rasgar os favos; e muito menos a terrível e temível formiga doceira poderá atravessar a proteção do suporte para levar embora mel e crias novas.

  • “Fazer cera” dá trabalho…

Refazer os favos… tarefa que exige paciência e muito mel. Para cada quilo de cera, as abelhas gastam de 6 a 8 quilos de mel, segundo Wolfgang Bucherl, do Instituto Butantã (ver nota 6), opinião, aliás, corrente entre os apicultores. Nossa colmeia tem necessidade de completar os favos que ficaram presos nos quadros de madeira e de fazer novos nos quadros vazios. As abelhas que ingeriram o mel durante a destruição do cupinzeiro formam, a partir do alto do quadro, uma cortina, agarradas umas nas outras pelas patas, e nessa posição ficam durante 24 horas, tempo suficiente para que a cera seja processada nas glândulas cericígenas. A temperatura interna, sobretudo onde estão as fazedoras de cera, se eleva a 55 graus. Quando oito plaquinhas começam a sair do abdómen da abelha, esta as recolhe, amassa-as com as mandíbulas, e, dirigindo-se para o alto do quadro, afasta as abelhas que lá estão, e na trave de madeira gruda sua porção de cera. É seguida, logo após, por outras que sucessivamente vão depositando sua contribuição. Nesse momento, entram em ação as abelhas-arquitetas, encarregadas de conduzir a construção dos favos. Examinam a cera, apalpam-na e dão início à construção do alvéolo hexagonal. Cada decímetro quadrado conterá, segundo Bucherl (Ver nota 7), 850 alvéolos para operárias, e 530 se forem alvéolos para zangões.

  • A mudança

Certo dia, ao cair da tarde, novo alarme percorre a colmeia: fumaça! Nova correria para os favos de mel, novo esforço para expulsar a fumaça. Só que desta vez não haverá destruição. A fumaça apenas desvia a atenção do enxame enquanto tapamos a abertura do alvado para podermos transportar a colmeia com segurança até nosso apiário. Ao parar definitivamente o sacolejar, as abelhas sentem uma lufada de ar fresco penetrar a colmeia pelo alvado recém-aberto. As guardiãs saem para verificar o que acontecera, mas em torno é só escuridão. No dia seguinte, nova surpresa: o local já não é mais o interior de um eucaliptal, mas um apiário bem montado, com dezenas de outras caixas semelhantes, de onde entram e saem a todo instante milhares de outras abelhas. O leitor que desejar poderá obter maiores informações sobre a captura, transporte e instalação de enxames no Apêndice, Roteiro para principiantes…

  • Notas

Nota 1: A rainha pode fecundar ou não cada ovo, ao colocá-lo no alvéolo. De um ovo fecundado nascerá uma operária e de um não fecundado nascerá um zangão.

Nota 2: Op. cit.,pp. 213-214.

Nota 3: Cfr. Prof. Silveira Bueno, Grande Dicionário Etimológico Prosódico da Língua Portuguesa, Ed. Saraiva, São Paulo, 1985, vol. 4, p. 1986, verbete “Irara”.

Nota 4: Cfr. Maravilhas e Mistérios do Mundo Animal, Seleções do Reader’s Digest, Rio de Janeiro, 1966, p. 303.

Nota 5. Quadros – palavra usada no vocabulário apícola para designar a moldura de madeira onde as abelhas fazem os favos. Esse quadro permite que cada favo possa ser retirado e reposto na colmeia, independentemente.

Nota 6. Wolfgang Bucherl, Acúleos que Matam, Livraria Kosmos Editora, São Paulo, 1980, p. 79.

Nota 7. Op. cit., p. 98.

Capitulo III do meu livro Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade, editado pela Artpress Editora, São Paulo, 1995.

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