Alcindo Demarchi era natural de Pedreiras, São Paulo, filho de Francisco Demarchi e Elisa Masson, Era neto de Giacomo Giovani De Marchi, italiano que veio com a. imigração de 1887. Casou-se com Lahir Catarina Vano. Teve quatro filhos: Francisco António Demarchi, Fani Aparecida Demarchi, eu, e Marcos Tadeu Demarchi.
A última vez que o ví, foi em agosto de 1964. Eu tinha 7 anos e ainda era pequeno e não alcançava o caixão que estava sobre uma mesa na sala da nossa casa no Jardim Paulista em São José dos Campos.

Ainda me lembro da sensação profunda de perda, e, o que mais me preocupava, de um futuro incerto.

Quantas vezes senti a falta dele, mesmo fingindo que eu era grande o bastante para me cuidar sozinho.

Eu era pequeno. mas sabia o quanto significava ser filho de Alcindo Demarchi. Ele era muito católico, querido por todos, honesto nos negócios e muito trabalhador. O Jornal da Diocese de Taubaté, O Lábaro, (na época S. José dos Campos ainda não era diocese). publicou uma biografia e a prefeitura colocou o nome dele numa rua num dos acessos ao bairro onde morávamos. Era um dos líderes da comunidade católica local participando
ativamente da Conferência Vicentina, da Congregação Mariana.

Morreu vítima de uni acidente de trabalho, rodeado de amigos e segurando as mãos de minha mãe recomendando muito a educação dos filhos

Minha mãe cumpriu a risca esta recomendação nos dando uma educação rígida, mas facilitando o acesso ao estudo e a cultura. Ela assumiu o papel do pai que perdemos.

Quando chega o dia dos pais eu não penso tanto na perda pois o que para mim parecia um futuro incerto, foi na realidade um passado cheio de realizações.

Penso no exemplo dele e na recompensa que certamente recebeu por ter sido bom e justo durante a vida,

Que do Céu onde ele está, junto de Deus, ajude a todos os filhos que perderam seus pais e sentem a falta que eles fazem. Ajude a mim também que tanto sinto a falta dele.

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