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  • Entrevista Arca de Noé

    Entrevista com o Escritor e Monarquista Mauro Demarchi
    por Raciel Gonçalves Junior
    6 Nov, 2010

    “Quando no domingo, dia 9 de janeiro, fui chamado para fotografar a área devastada por uma tromba d´água não imaginava que aquela seria a gota que transbordaria minhas reflexões sobre a ecologia e a nova religião verde.”
    A entrada do Mauro em nossa rede se deu quase que instantaneamente aos registros fotográficos feito por ele das devastações causadas por uma tromba d’água em Alfredo Wagner (SC) – “Capital Catarinense das Nascentes”, cidade onde ele reside e onde nasce o nosso querido e esporádicamente ameaçador (quando não – destruidor) Rio Itajaí-Açu, em cuja foz nasceu esta Arca, revelando portanto que aqui temos o Alfa e o Ômega de uma hidro-conexão. Mas não são só esses fatos que destacam a Família Demarchi e seus representantes nesta Arca (sua esposa Bertolina Maffei também está entre nós (camarote). O Mauro também é escritor e olha só – MONARQUISTA. Interessante, certo? Então vamos a entrevista…
    Entrevista “QUEM SOMOS” com o Escritor e Monarquista Mauro Demarchi
    Rede Social Arca de Noé (1): Num determinado dia, você acessou ww.arcadenoe.ning.com e conheceu esta Rede Social. Você se lembra das razões que o(a) levaram a acessar a Arca de Noé? Poderia descrevê-las?
    Mauro Demarchi: Conheci a Arca de Noé num momento muito importante. Uma coincidência muito curiosa. Tinha acabado de chegar da localidade de S. Leonardo em Alfredo Wagner onde houve uma tromba d´água. O estrago causado pelas águas me impressionou muito. No mesmo dia recebi um convite de alguém para participar do Arca de Noé.
    RS-AdN (2): Se registrar na rede, foi um impulso ou um desejo de participar e interagir? Você participa e interage em outras redes sociais? Quais?
    Mauro: O desejo foi participar e interagir. Gosto de participar de redes sociais. Eu mesmo tinha algumas, que fui obrigado a fechar quando o Ning passou a cobrar pelo serviço. Uma das redes era Família Demarchi, outra Literatura e Arte, outra Monarquia em Ação. Participo também do Plaxo, Ecademy, Facebook, Twitter e o banal Orkut.
    RS-AdN (3): Você foi selecionado dentre os mais de 1.550 membros da Arca de Noé para nos ajudar a escrever o nosso QUEM SOMOS. Quem é você?
    Mauro: Quer mesmo saber? Sou uma pessoa muito feliz. Procuro colaborar, erguer, animar. Sou objetivo, observador e meticuloso. Detesto ser manipulado e quando percebo que estão tentando isso, viro uma fera. Por isso costumo remar contra a corrente, e ir contra a unanimidade, pois a considero burra. Pesquisa apontando popularidade de 80%? Burrice. Analiso, penso com meus próprios neuronios. É claro que estudo e pesquiso. Mas quando digo é isso, aquilo ou aquilo, estarei afirmando uma coisa que pensei e não que ouvi e repeti feito papagaio. Quem trabalha comigo sabe que sou honesto. Não vou puxar a sardinha para o meu lado e nem pedir compensação monetária por isso. Faço sacrifícios por uma causa se ela for grande e merecedora. E se for preciso dizer que o rei está nú, digo…
    RS-AdN (4): Com referência a tragédia que se abateu sobre várias cidades de Santa Catarina em novembro de 2008. Você guarda na memória algum evento relevante que lhe tenha marcado profundamente? Poderia relatar?
    Mauro: As notícias que chegavam me impressionaram muito. Uma prima tinha acabado de sair daqui para ir morar em Balneário Camboriu. Estava há um mês lá quando ocorreu aquela enchente. Víamos as fotos que ela postava no Orkut e a família reunida no segundo andar da edícula onde moravam e água até o umbral da porta. Uma outra prima moradora de Itapema não atendeu o telefone por mais de uma semana. Sem notícias, ficamos ainda mais preocupados.
    RS-Adn (5): Nós não escolhemos uma família pra nascer mas podemos (na juventude e depois já adultos) escolher a cidade onde queremos morar. Você já fez essa opção? Você gosta de morar em sua cidade? Se positivo, destaque um motivo principal que o leva a morar em Alfredo Wagner (sc).
    Mauro: Conheci Alfredo Wagner em 95. Primeiro só de nome, mas depois, me apaixonei. Em 95 escrevi meu livro “Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade” www.familia.demarchi.nom.br/maffeidemarchi.htm publicado pela editora Artpress. Procurando nomes para divulgar o livro encontrei um rapaz de Alfredo Wagner e enviei a propaganda. Ele me respondeu que sua mãe também havia publicado um livro. Propus então a troca de livros e enviei o meu para adiantar. Recebi o livro “Reflexões” de Bertolina Maffei, mãe do rapaz, e iniciamos um carteio. Um dia vim a esta cidade conhecer pessoalmente a autora. Em 2000 me mudei para cá e em 2001 me casei com ela. O motivo, portanto, foi muito sentimental. Gosto muito daqui. A cidade recebeu o título de “Capital Catarinense das Nascentes” e tem orgulho disso.
    RS-AdN (6): Com tantos desastres NATURAIS (provocados por fenômenos e desequilíbrios da natureza), HUMANOS (também conhecidos por antropogênicos, são provocados por ações ou omissões humanas) e MISTOS (ocorrem quando as ações ou omissões humanas contribuem para intensificar, complicar e/ou agravar desastres naturais), você considera que vive em um local seguro? Se positivo, o que lhe dá essa sensação de segurança? Se negativo, o que mais lhe aflinge em relação a sua segurança?
    Mauro: O local é relativamente seguro, porém, muito acidentado e a ocupação do solo tem sido feita sem critérios e está preocupando. O desmatamento indiscriminado também tem sido grande. Tudo preocupa. O que é seguro pode se transformar num perigo em questão de segundos.
    RS-AdN (7): Como você descreve as realizações em sua cidade para garantir que ela seja mais segura? Desde as tragédias com as enchentes em SC, no RS, no Norte e Nordeste Brasileiro você entende que mudou alguma coisa? Que procedimentos você poderia indicar?
    Mauro: Muita coisa tem sido feita, mas, os previdentes são chamados de profetas de desgraças e a prevenção acaba sendo descuidada. Prevenção, prevenção, alerta e mais uma vez alerta.
    RS-AdN (8): Para você, foram executadas obras que possam prevenir e salvaguardar as pessoas e as cidades de desastres naturais, humanos e/ou mistos? Se você entende que foram, poderia citar alguns exemplos?
    Mauro: Aqui não houve.
    RS-AdN (9): O que você entende por “Terceiro Setor”? Você acompanha e/ou participa de algum Conselho Municipal? Como você avalia a participação da Sociedade Civil Organizada nos vários Conselhos criados para gestão compartilhada (Estado + Sociedade Civil) das Políticas Públicas de Atendimento ao Cidadão? (Saúde, Educação, Assistência Social, Direitos da Criança e do Adolescente, Idosos, Pessoas Deficientes, Meio Ambiente, Segurança, Transporte Urbano, Esportes e Lazer, Defesa Civil, etc).
    Mauro: São muitas perguntas numa só. Terceiro Setor é a iniciativa privada participando de políticas sociais. Acompanho o Conselho Municipal de Defesa Civil, pois sou Assessor de Imprensa da Prefeitura Municipal de Alfredo Wagner e sempre tenho acesso às informações. A Sociedade Civil Organizada não deveria ser sinônimo de sindicatos, MSTs e etc. Enquanto sinônimo disso sou totalmente contra pois essas entidades só atravancam o serviço. Vi no 1º Congresso da Defesa Civil em Florianópolis, estas tais sociedades organizadas empacando os trabalhos e não deixando espaço para discuções mais importantes. No Encontro em Brasilia foi a mesma porcaria, discussões sobre coisas secundárias deixando importantes aspectos fora de questão por falta de tempo. Notem bem, se a Defesa Civil deixar dominar por estas sociedades civis organizadas, acabou Defesa Civil.
    RS-AdN (10): Você já serviu de Voluntário em alguma ação social ou desastre? Poderia descrever?
    Mauro: Tive uma atuação voluntária durante um bom período da minha juventude. Inclusive durante as enchentes do Rio S. Francisco na década de 80. Participei da coleta e do carregamento dos caminhões que levaram as doações para as regiões mais atingidas. Pude comprovar a seriedade com que a Entidade responsável contabilizava cada item.
    RS-AdN (11): Você conhece o Sistema Municipal de Defesa Civil da sua cidade. Voce sabe se ela tem COMDEC (Coordenadoria Municipla de Defesa Civil), NUDEC (Núcleo Comunitário de Defesa Civil) e Conselho Municipal de Defesa Civil, implantado e em pleno funcionamento?
    Mauro: Aqui temos o Conselho Municipal de Defesa Civil, os outros orgãos ainda não foram constituidos.
    RS-AdN (12): Você conhece o Plano Diretor de Defesa Civil, e de Contingência e e de Emergência da sua cidade?
    Mauro: Ainda não, mas vou procurar conhecer e se não existir farei o possivel para ajudar na implantação.
    RS-AdN (13): Qual a área que você mais aprecia na Arca de Noé? Que críticas e/ou sugestões tem para aprimorá-la?
    Mauro: A idéia. Gostei da idéia, sui generis, original e muito pratica. No momento não tenho nenhuma.
    RS-AdN (14): Como você analisa a Rede Social Arca de Noé em www.arcadenoe.ning.com ? O que você acha que deve permanecer e o que deve mudar no site, ou até mesmo para que rumo deva seguir?
    Mauro: Um veículo de informação interessante e de muita utilidade. Arca de Noé deve ser um Farol, indicando o caminho, mostrando soluções, e apontando rumos.
    RS-AdN (15): Você acha fácil ou difícil acessar o conteúdo em www.arcadenoe.ning.com? É fácil participar e interagir? Se você entende que é difícil, você teria alguma sugestão para torná-la mais amigável?
    Mauro: Acesso fácil, navegação intuitiva e agradável. Um site perfeito.

  • Entrevista para Whohub

    Entrevista para Whohub

    Como você começou a escrever? Quem lia para você ao principio?
    Desde pequeno eu escrevia. Primeiro foram versos pois gostava de ler os poetas romanticos e tentava fazer algo parecido. Depois enveredei para o romance, mas não fiquei muito tempo neste estilo. Mais tarde escrevi meu primeiro livro”Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade”

    Qual é seu gênero favorito? Algum link onde possamos ver ou ler algo sobre sua obra recente?

    Variado, mas sempre com um fundo ideológico. Leia aqui um exemplo!

    Como é seu processo criativo? O que ocorre antes de se sentar a escrever?

    Primeiro, inspiração, depois a prática que pode demorar muito.

    Que tipo de leitura ativa sua vontade de escrever?

    Romances históricos.

    Quais são para você os ingredientes básicos de uma historia?

    Enredo, personagens cativantes, uma pitada de humorismo, uma pitada de drama, algum mistério e um diálogo que não canse.

    Em que sapatos você se encontra mais cômodo: primeira pessoa ou terceira pessoa?

    Ambos.

    Que escritores conhecidos são os que você mais admira?

    Em primeiro lugar, Plinio Correa de Oliveira, que admiro e com quem trabalhei. Depois, não em ordem de preferência, mas de lembrança: Agatha Christie, Eça de Queiroz, Ramalho Urtigão, Monteiro Lobato e alguns poucos.

    O que torna um personagem crível? Como você cria os seus?

    A naturalidade com que surge no enredo. a imaginação é a dama que fornece meus personagens.

    Você é igualmente hábil contando historias oralmente?

    Não.

    Profundamente em sua motivação, para quem você escreve?

    Para o leitor…

    Escreve como terapia pessoal? Os conflitos internos são uma força criadora?

    Não. Não vivo em conflitos internos.

    O feedback dos leitores serve pra você?

    Sempre. sei ouvir e aproveitar as boas criticas.

    Você se apresenta para concursos? Você recebeu prêmios?

    Não, falta tempo. Quando fico sabendo já não há tempo para produzir o texto.

    Você compartilha os rascunhos de suas escrituras com alguém de confiança para ter sua opinião?

    Sim. minha esposa é minha conselheira.

    Você acredita ter encontrado “sua voz” ou isso é algo eternamente buscado?

    Minha voz são minha inteligência e minha intuição… desde criança as ouço.

    Que disciplina você se impõe para horários, metas, etc.?

    Nenhuma! deveria ser disciplinado… mas é difícil.

    De que você se rodeia em seu escritório para favorecer sua concentração?

    Quanto mais silêncio melhor, uma boa música clássica num volume suave ajuda.

    Você escreve na tela, imprime com frequência, corrige em papel…? Como é seu processo?

    Atualmente escrevo na tela, dependendo do texto releio uma vez ou outra. Entretanto, meu livro, imprimi e mandei para revisão 7 ou 8 vezes.

    Que sites você frequenta online para compartilhar experiências ou informação?

    A lista é grande, nem vou começar.

    Como foi sua experiência com editoras?

    Péssima!

    Em que projeto você está trabalhando agora?

    Num romance que está engavetado ainda. talvez saia da gaveta para terminá-lo.

    O que você me recomenda fazer com todos esses textos que venho escrevendo há anos mas nunca os mostrei a ninguém?

    Mande para meu email, vou avaliar e se forem interessantes poderei indicar algumas editoras.

    © Mauro Demarchi
    Endereço web desta entrevista:http://www.whohub.com/maurodemarchi
  • Resgate de slides antigos recupera história de Alfredo Wagner

    Trabalhar com a recuperação de fotos antigas oferece um prazer muito grande.
    Outro dia um amigo me procurou para gravar em DVD uma fita de videocassete com a gravação do Baile de Debutantes realizado no ano 2000. “Tenho uns slides antigos, disse ele, devem ser da década de 60, Você tem como recuperá-los? Achei estes slides jogados numa caixa que ia para o lixo”.
    Como gosto de desafios, disse que poderia tentar recuperar s slides, mas não prometi que faria. Em casa fui observar o material. O tempo se encarregou de amarelar um pouco e encher de mofo.

    Pesquisando na internet descobri um meio simples e barato de retirar o mofo e em seguida escolhi um método para a digitalização das fotografias. Aos poucos foram aparecendo os instantâneos da “praça” ou o centrinho de uma Alfredo Wagner que só os mais velhos conheceram. A gente sente o ar pacato, a tranquilidade e o sossego que fluem daquelas fotos antigas.

    A satisfação foi tanta que resolvi publicar aqui neste jornal, sugerindo e pedindo a todos os que tenham esse tipo de material, ou seja, slides ou filme 8mm que me procure, seja na Prefeitura, em casa ou mesmo na praça para combinarmos a possibilidade de restaurar o material e transforma-los em fotos impressas.
    O Passado é o que tornou possível o Presente e pode nos orientar no Futuro e o resgate destes elementos históricos é um resgate da cultura de um povo.

  • A lenda do coração de pedra

    A lenda do coração de pedra

    Quando eu era pequeno, nas férias de fim de ano e de julho, visitava com meus irmãos a casa dos meus avós paternos, Francisco Demarchi e Elisa Masson. Amava ir lá, meus avós, queridíssimos, sempre contavam estórias da família ou de antigamente.

    Certa vez, lembro como se fosse ontem, sentado no colo da minha avó, a ouvi contar a lenda do coração de pedra.

    Há muitos séculos atrás, veio parar no litoral brasileiro um naufrago. Sozinho e abandonado pensou que estava no paraíso quando despertou cercado por lindas índias de pele bronzeada. A todo instante agradecia a Deus a nova chance de resgatar sua vida de roubos e pilhagens.

    Levado para a aldeia, foi assimilando os costumes e modos de falar do acolhedor indígena.

    No sufoco do naufrágio ele prometera a Deus que mudaria de vida e seria outra pessoa! De irascível, tornou-se manso. De ganancioso, tornou-se dadivoso. De lúbrico, tornou-se respeitador e fiel.

    Na aldeia era sempre o primeiro a ajudar, Forte e grande como era, os trabalhos mais pesados eram sempre destinados a ele.

    O cacique oferecera a ele a índia que quisesse, mas ele agradecia e se recusava a aceitar.

    Seu olhar, quando seus olhos se abriram após o naufrágio, encontrou o olhar da índia mais bela deste lugar e seu coração logo se apaixonou, prometendo amor eterno.

    A troca de olhares foi suficiente para que o naufrago percebesse que a bela índia também o amou no primeiro instante. Não demorou muito para ele notar que a bela índia, filha do cacique, estava reservada ao mais forte dos guerreiros da aldeia.

    A paixão entre os dois só aumentava. Num encontro fortuito e sem muitas palavras, a índia propôs a fuga.

    Apearô, apearô, foi a resposta do naufrago.

    O cacique gostava daquele naufrago. Era um amigo para as caçadas, um apoio nos momentos de perigo e, como pai que era, sabia do amor secreto entre sua filha e ele. Não gostava, pelo contrario, do índio mais forte e guerreiro e temia sempre que de um momento ou outro este lhe roubasse seu poder na aldeia.

    Uma noite o naufrago foi acordado pelo cacique que lhe comunicou: Vocês correm perigo! É hora de fugir!

    A índia Aninga, vira o momento de confidências e as trocas de olhares entres eles e rancorosa pela beleza da filha do cacique, fizera intriga pela aldeia e o valentão do índio mais forte prometera matar o naufrago.

    Recolhendo umas poucas coisas os dois apaixonados fogem pela mata, cujos perigos, naquele momento, eram menores que aqueles que os aguardavam no dia seguinte.

    Fugiram toda a madrugada, um dia inteiro e toda uma noite, tendo ao encalço os capangas do índio mais forte.

    Cansados, os fugitivos se preparavam para atravessar um rio quando ouviram gritos avisando que tinham sido descobertos. O Naufrago abriga a bela índia em seu peito, a protegendo com seus fortes braços e segue em direção a outra margem, atravessando por entre as pedras.

    A lança certeira do índio mais forte atravessa a distância e penetra nas costas do náufrago, perfurando o seu coração e o coração da bela índia. Eles caem para trás, sumindo na água.

    O índio mais forte da aldeia festeja feliz e ordena que seus capangas tragam o corpo do náufrago e a bela índia, que ele julgava que estivesse viva.

    Os ágeis capangas logo chegam ao local e surpresos nada encontram… ou melhor, encontram um coração de pedra marcado pelo furo de uma lança.

    E, minha avó, para provar que a história era verídica, nos levava ao jardim onde mostrava um coração de pedra encostado numa velha parede…

  • És mulher!

    És Mulher!

    Maior formosura não há!
    Bela como a flor,
    Suave como a pétala

    Seu olhar domina,
    Seu sorriso inebria,
    Suas curvas fascinam.

    Envolvente, protetora
    Em seus seios o amor
    acalenta-se inebriado
    em emoções embriagado.

    Ó maravilha da criação!
    Ó doçura do viver!
    És delícia, és amante!
    És beleza… és mulher!

    Mauro Frederico Demarchi

    Alfredo Wagner / SC a Capital Catarinense das Nascentes
    18/04/2015

  • Superstições e simpatias. Evite isso!

    As superstições e simpatias para começar um ano são no mínimo risíveis!

    Comer lentilha a lentilha não tem toda a conotação positiva para começar um ano. Esses grãos carregam dentro de si um verdadeiro estelionato, é verdade que foi aproveitado por uma pessoa de bem, Jacó, mas não deixa de ser um estelionato.

    Jacó era o filho querido, mas não da primeira mulher e vivia em casa. Já Esaú, grandão e corpulento, vivia caçando (o trabalho da época, pois era na caça a principal fonte de alimentação), Esaú era o herdeiro e receberia o direito de primogenitura.Um dia chegou cansado em casa e vendeu este direito pelo prato de lentilhas que Jacó comia, preparado pela sua mãe. E assim começou uma guerra entre os irmãos que só se reconciliaram no fim da vida!

    Se quiser começar seu ano em guerra, coma a tal da lentinha.

    Comer carne de porco porque o porco fuça para a frente. Outra fria!

    Ao fuçar, o porco vai jogando a sujeira para frente, ao contrário dos galináceos tão excluídos nessa época. Jogar a sujeira para a frente é bem o que fazem os políticos atuais.

    Então, se você quiser começar bem o ano, evite carne de porco, a menos que tenha muita sujeira para empurrar com a barriga.

    Pular 3 ou 7 vezes a onda só o torna infantilizado amedrontado com a água. Pois é bem isso que faz quem não conhece o mar e quando enfrenta a onda pela primeira vez, tende a dar os pulinhos. Em alto mar, quando em tempestades, o que um barco faz é exatamente enfrentar a onda, navegar a crista dela e subir com ela. se o barco virar de lado ou de costas, é levado.

    Então, meu conselho é esse: se quiser um ano de 2015 realmente diferente, comece a enfrentar as ondas e não pular como uma criança boba!

    E, assim, vai. Pegue cada mito e desmonte você também!

    Para a virada de ano, tenha uma consciência tranquila, e como ritual, ajoelhes­se aos pés do Menino Jesus e peça que abençoe cada dia do próximo ano! Sem sacrificar porcos, galinhas, lentinhas, você verá que cada minuto de 2015 valerá muito a pena.

  • Contrastes de um paraíso que não progride!

    Esse é o mapa do município de Alfredo Wagner.

    O município tem características particulares: Altitudes que variam de 1200 a 400 acima do nível do mar. Chapadões e grotões, riozinhos encantadores que se transformam em cascadas ameaçadoras logo após uma chuva. Mais de 4 mil km em estradas municipais (isso mesmo, responsabilidade da Prefeitura); 70 % da população vivendo em área rural.

    O título de Capital Catarinense das Nascentes foi outorgado pelo grande número de nascentes que se encontram por todo o território. A água portanto, pode se tornar um problema para a administração municipal.

    O erro comum do brasileiro: não vai acontecer nada aqui é desastroso e, o pior, não se aprende com os erros e desastres. Todo ano se repetem os mesmos erros na administração das tragédias. Quem sofre com isso são os munícipes que aqui vivem, são os turistas que amam este lugar, são os empresários que desejam investir no município mas sentem-­se desestimulados, são os colonos que vivem e convivem com buracos e lama nas estradas.

    Não pensem que estou acusando este ou aquele administrador. Não, aqui constroem-­se e reparam-­se estradas e pontes exatamente, repito, exatamente como há 60 anos atrás! Naquela época usavam-se carroças, cavalos e força braçal para levar e transportar os materiais. Hoje usa­-se máquinas. Mas não existe um projeto de estrada bem feito, não existe um projeto de ponte bem feito. Nada!

    Tudo isso, em vez de atrair investimentos para o município, transforma esta terra rica e dadivosa em pedinte, esmoler do poder público. A cada chuva lá vai o prefeito estender a mão para este ou aquele político solicitando algumas migalhas para consertar o que quebrou ou estragou e que daqui a 10, 12 meses estragará novamente.

    Acho que esse conceito tem que mudar!

    É preciso incentivar o produtor para que ele gere mais dinheiro no município. É preciso incentivar o empresário para que gere impostos para o município. É preciso incentivar o turismo para que atraia dinheiro para cá. Entretanto, em vez de incentivar o produtor, multas absurdas! Em vez de incentivar o empresário, impedimentos de toda ordem. Em vez de incentivar o turismo, estradas e pontes do tempo dos colonizadores!

  • Repudio o comunismo e o socialismo!

    Eu repudio o comunismo e o socialismo, não porque não deram certo! Deram certo sim, Cuba é um exemplo disso.

    Repudio o comunismo e o socialismo por serem regimes que atentam contra a ordem natural das coisas, viola a própria ordem criada por Deus.

    É um regime satânico, grosseiro, miserabilista, fundamentalmente anti­cristão!

    Só um idiota afirmaria que o regime não deu certo em lugar nenhum. Deu certo sim, esse regime mantem milhares de pessoas escravizadas.

    Um dos médicos brasileiros recém formados em Cuba contou que lá, carne de gado ou galinha era servida apenas uma ou duas vezes por semana. Isso, para os estudantes estrangeiros! Imagine a pobre da população! Segundo os princípios do comunismo é assim que tem que ser!

    Sou contra, repudio com todas as forças da minha alma e amaldiçoo qualquer um que siga estas doutrinas satânicas, seja qualquer um: de toga, de batina, de farda, de avental!

    Ninguém tem o direito de reverter a ordem natural das coisas!

  • A cabeça da serpente avançou demais!

    A Esquerda brasileira trabalhou todos estes anos de governo do PT com a segurança de alguém que imaginou a população mais esquerdista do que ela própria.

    A diminuição de fiéis na Igreja Católica, o aumento da gritaria e pressão de gaysistas, a entrega indefesa de cidadãos honestos diante da violência criminosa trouxe para os esquerdopatas a impressão que o Brasil é mais esquerdista do que eles mesmos.

    Engano! Esta serpente chamada esquerda brasileira (dividida em minúsculos ou grandes partidos) avançou tanto que desgrudou sua cabeça do corpo e agora, o corpo, centrista e não esquerdista, teima em não avançar, deixando a cabeça isolada da opinião pública.

    A mídia, super, hiper bem paga, através de pesquisas “científicas” quer provar o contrário tentando fazer esse grande corpo centrista pensar que todos são da esquerda e seguem a cabeça da serpente.

    A esquerda preparada para dividir os votos esquerdistas nas manipuláveis urnas eletrônicas acordará amanhã com uma grande incerteza: Será que a Dilma passa para o segundo turno? Será que o bolsa­família é suficiente para pagar a manutenção no poder?

    A cabeça se descolou do corpo da serpente que parece enrolado em algum toco não querendo avançar. Países em que a esquerda perdeu força ela não recuperou mais.

  • A História da igreja

    A História da igreja

    A história da Igreja segue dois círculos concêntricos que giram a velocidades ora desiguais, ora contrárias.

    As vezes um ou outro circulo menor se desprende e passa a girar de modo autônomo.

    Um dos círculos é a Fé do povo e outro toda a Estrutura eclesiástica com com doutrina, dogmas, etc.

    Quando os dois círculos giram na mesma direção e com a mesma velocidade ocorrem ápices na História, como foi o caso da Idade Média.

    Entretanto, em muitas ocasiões da História da Igreja, o que mantem o vigor e a direção é o círculo que representa a Fé do Povo.

    É nesta situação que estamos atualmente. Quando chegar os tempos do Anticristo os dois círculos estarão rodando na direção contrária a desejada por Cristo quando fundou sua Igreja.

    Quando um dos círculos diminui sua rotação para inverter a direção de sua trajetória está colocando um freio no círculo oposto, colocando, assim em risco a própria vida da Igreja.

    Nós que fazemos parte Igreja, devemos rezar para que ambos os círculos girem ma mesma direção e à mesma velocidade. É primordial, para o bem estar das almas e a glória de Deus, que os círculos girem juntos.

    Os fiéis sempre tiveram participação importante na vida da Igreja, assim como a Estrutura Eclesiástica. A ideia dos círculos girando, muitas vezes em direção contrária é apenas metafórica. A Igreja é o Corpo Místico de Cristo e como tal tem a promessa feita a São Pedro: as portas do inferno não prevalecerão contra ela.