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  • INDUSTRIALIZAÇÃO OU AGRONEGÓCIO E TURISMO RURAL?

    A péssima situação pela qual passa o produtor rural alfredense, neste momento em que a safra da cebola comemora mais um recorde nacional, está trazendo de volta uma discussão repetitiva quando o assunto é crise: a industrialização do município. Dizem vozes tidas como sábias que a indústria gera emprego para a cidade e faz circular dinheiro no comércio.

    É verdade, quem diz isso fala verdade, mas não é tudo.

    Dificilmente falarão dos aspectos negativos de uma indústria para a Capital Catarinense das Nascentes.

    E quais são os lados negativos? Vários e de grande impacto.

    Não vamos falar do impacto ambiental que dependerá do tamanho da indústria e de sua constituição. Uma indústria para se instalar no município precisará de incentivo da Prefeitura através de isenção de impostos por um período de tempo compensatório. Pelo menos uns 20 anos sem pagar uma nesga de imposto. Uma indústria que queira se instalar aqui quererá, custe o que custar, ter a Câmara de Vereadores do seu lado. Pagando bem… e, amigos e amigas leitores, não existe pior coisa para um município do que uma Câmara de Vereadores dependente de uma Indústria.

    Vim de São José dos Campos, cidade do Vale do Paraíba considerada como a melhor do Brasil para tratamento de tuberculose, sendo considerada Estância Climática por causa de seu ar puro. Na Década de 70, Vereadores apoiados financeiramente por grandes indústrias, conseguiram eliminar o status de Estância Climática, para que fabricas pudessem ser erguidas no município. Hoje a cidade tem mais de 800 mil habitantes, uma poluição que envenena todo mundo e um grave problema de desemprego, comércio falido, só prosperando grandes Shoppings. E mais, recentemente li uma mensagem num grupo que participo onde fiquei sabendo que a única solução para a cidade é a construção de usinas que geram energia elétrica através do lixo. E a Câmara de Vereadores vem no cabresto puxada pelas grandes indústrias exigindo que o Executivo permita a construção destas usinas, consideradas pelos especialistas como obsoletas e altamente poluentes.

    A leitora já imaginou acordar de manhã, sair para ordenhar sua vaquinha, colher umas verduras fresquinhas e ficar sabendo que Alfredo Wagner deixou de ser a CAPITAL CATARINENSE DAS NASCENTES, para que uma indústria possa se instalar aqui?

    Tenho absoluta certeza que nossos atuais Vereadores jamais permitirão isso. Mas sabemos quem serão os futuros vereadores?

    O impacto social de uma indústria é sempre negativo, especialmente para uma comunidade como a nossa, com características próprias e uma unidade dentro da variedade. Culturas diferentes invadindo em massa o nosso espaço e impondo um estilo de vida diferente só traz confusão e segregação.

    Qual seria então a solução? Tenho falado com diversos lideres da área agrícola e noto pouco interesse em resolver o problema para o produtor rural. Buscam paliativos, mas dificilmente se busca uma solução definitiva. Estamos no município que produz a melhor cebola da região, para não dizer do Estado e do Brasil. Alfredo Wagner sempre ganha vários prêmios da Festa da Cebola. Então, a tradição da produção ceboleira pode e deve continuar. Mas para continuar os produtores precisam se transformar em empresários.

    Noto que os agricultores são muito desunidos. Cada um para si. E não existe um órgão da classe produtora dedicado especialmente à comercialização da cebola. Os Sindicatos tem outro objetivo. Não é função deles vender cebola. Os Bancos também tem outros objetivos e não estão ali para vender a safra do produtor.

    Já convidei alguns lideres agrários para fazermos uma visita a uma Cooperativa de cafeicultores no interior de São Paulo. Essa cooperativa comercializa o café de seus cooperados pelo preço da bolsa de valores de Nova York. Uma indústria, nacional ou estrangeira, faz um pedido de café em grãos, a direção verifica a cotação da Bolsa online e vende o produto com um preço justo.

    Os produtores deveriam se organizar em cooperativa para oferecer a cebola para grandes mercados. O Fulano do Rio Engano não sabe lidar com a bolsa de Nova York, o sicrano da Lomba Alta não sabe falar espanhol, o Beltrano do Caeté tem mercado para a sua cebola? Juntos, Fulano, Sicrano e Beltrano poderão negociar com mercado externo e resolver o problema que afeta a todos os produtores: a injustiça do preço da cebola.

    Se eu vendo um gado eu dou o preço. Posso até negociar, mas eu vendo pelo preço que quero. Se eu tenho uma loja de roupas, eu vendo no preço que eu quero. Só os produtores rurais são obrigados a vender o produto pelo preço que o comprador quer? Este problema se dá também com os produtores de leite.

    O Agronegócio é uma das maiores fontes de divisa no Brasil de hoje. A alta produtividade da agricultura mantém estável a balança comercial. Se a agricultura familiar não começar a pensar grande e formar uma cooperativa e entrar de cabeça no agronegócio, vai parar de produzir por falta de dinheiro.

    Os agricultores e lideres rurais interessados em conhecer esta cooperativa, podem me procurar. Quem sabe agendamos uma visita à Cooperativa de Cafeicultores de Marília para ver como é a organização deles.

    O Turismo Rural é outra fonte de renda altamente qualificada e que não vai mudar em nada a rotina do produtor, apenas acrescentando alguns cursos a mais para se adequar ao recebimento e atendimento dos turistas.

    Atualmente tem sido levado a frente uma iniciativa, já noticiada neste Jornal de Alfredo Wagner, da união entre o produtor rural e o turismo. A comunidade de S. Leonardo tem recebido turistas levados por Gisele Schuller. Lá sob a direção da Da. Izolde o Grupo de Danças se apresenta, os turistas vão conhecer a roça de cebola e participam da colheita, etc. A comunidade vende seus produtos e o turista sai feliz.

    Eventos que tragam turistas de qualidade devem ser incentivados, tanto pelo Executivo quanto pelo Legislativo pois atrairão um público que irá somar às características municipais e não causar impacto negativo.

    No ano passado organizei o II Encontro Catarinense de Escritores de Alfredo Wagner e Região. Estiveram representados aqui 5 Estados e 30 Municípios e mais três países: Brasil, Estados Unidos e Portugal. Nos dois dias de Encontro quase 150 escritores participaram. Os que se hospedaram na cidade puderam percorrer o comércio e visitar pontos turísticos. Posso dizer sem exagero que Alfredo Wagner os apaixonou.

    Vamos fazer um esforço para continuar apaixonando os visitantes. Vamos continuar sendo a maravilhosa CAPITAL CATARINENSE DAS NASCENTES. O Cooperativismo no agronegócio e o turismo rural de qualidade é solução para o município. Indústria não resolve problema nenhum, só agrava!

  • AS IMPLICAÇÕES POLÍTICAS DA AUDIÊNCIA PUBLICA

    Uma das afirmações que causou maior estranheza durante a Audiência Pública realizada pela Assembléia Legislativa foi proferida pelo responsável
    pelo Ministério do Trabalho em Santa Catarina sobre as denúncias de violações aos direitos trabalhistas de agricultores, mencionando expressamente o Sindicato dos Trabalhadores como responsável.
    Não indicou de qual cidade partiram as denúncias. Mas afirmou que: havendo denúncias a fiscalização é obrigada a fazer as apurações.
    Em todas as eleições disputadas por Lula e Dilma a região do Alto Vale se manifestou massissamente contra os candidatos do PT, votando sempre na
    oposição.
    Este resultado sempre desagradou aos fundamentalistas de plantão pois apesar do dinheiro despejado pelo Governo Federal a fundo perdido na região os resultados das urnas foram contrários aos interesses do Partido dos Trabalhadores.
    Se a bondade e a generosidade do Governo não convenceu os eleitores a votar favoravelmente, como aconteceu com grande parte dos que recebem o
    Bolsa Família e outras benesses, a força da lei os fará ver quem manda!
    Partidários obedientes às ordens começaram a denunciar os agricultores (em geral pertencentes ao PSDB ou a outros partidos da oposição, mas nunca
    afiliados ou simpatizantes do PT). Jogaram os agricultores contra os fiscais e os fiscais contra os agricultores, numa manobra muito bem orquestrada para desequilibrar financeiramente a classe produtiva do Alto Vale.
    Quando a panela de pressão estava prestes a estourar, chega a notícia:
    O Ministro do Trabalho está do lado do cebolicultor, a Ministra Ideli está do lado do agricultor, deputados e senadores de SC estão do lado do agricultor.
    Eis aí a bem montada manobra política para dobrar o nosso colono e o obrigar a votar em Dilma Roussef para a reeleição ou em qualquer outro que apareça como salvador da Pátria.

    Através da excelente iniciativa do Deputado Marcos Vieira foi realizada a Audiência Pública sobre a aplicação de multas aos colonos do Alto Vale. Lideranças, deputados, sindicatos e grande público estiveram presentes e puderam se manifestar
    Através da excelente iniciativa do Deputado Marcos Vieira foi realizada a Audiência Pública no Salão Paroquial da Igreja Matriz Católica, dia 30 de setembro de 2013, sobre a aplicação de multas aos colonos do Alto Vale. Lideranças, deputados, sindicatos e grande público estiveram presentes e puderam se manifestar
  • ESTUDOS SOBRE O CONTROLE DA AGRESSIVIDADE DAS ABELHAS

    ESTUDOS SOBRE O CONTROLE DA AGRESSIVIDADE DAS ABELHAS

    Artigo escrito em 1997 e revisado em 2013. Só agora publicado.

    Três notas para os estudos sobre o controle da agressividade das abelhas.
    Desde o momento em que iniciei meus estudos sobre a vida das abelhas, chamou-me especial atenção dados e informações sobre o controle da agressividade do enxame.The_Honeybees_Final_Sting.jpg
    Em meu livro “Aprendendo com as abelhas a viver em sociedade” dois itens do 3º capítulo são destinados a descrever os mecanismos da agressividade desses insetos.
    No capítulo II-5 descrevo uma experiência inédita no controle do enxame. Utilizando o canto gregoriano é possível trabalhar num apiário de colmeias africanas e africanizadas sem a utilização do fumegador. (O apicultor interessado poderá adquirir o livro no qual trato desta experiência inédita).
    a primeira ideia da utilização da música em vez da fumaça surgiu da leitura de uma pequena notícia publicada numa revista de apicultura informando que no Canadá pesquisadores utilizam um aparelho de ultra-som para controlar o enxame.
    Do ultra-som para a música o passo foi pequeno e a pesquisa tomou corpo e se desenvolveu.
    O Controle genético também pode diminuir consideravelmente a agressividade das abelhas. é comum encontrarmos em revistas de apicultura propaganda de apiários oferecendo rainhas europeias.
    Tenho notado, entretanto, um descuido no papel do zangão para o total controle genético do enxame.
    é sabido que cientistas europeus dedicam uma atenção especial sobre a fisiologia e o comportamento dos zangões, destacando a importância destes conhecimentos para a europeização dos enxames. Contudo, no Brasil estudos desta natureza pouco aparecem.
    Destaco a importância fundamental para a europeização dos apiários, o controle dos zangões africanos ou africanizados. Tais zangões, sendo muito mais ágeis que seus parentes europeus, tem mais possibilidades de fecundar as rainhas.
    Antes da introdução de uma nova rainha européia o apicultor deveria ser instruído a eliminar os zangões de seu apiário e redondezas. A armadilha para caça de zangões é utilíssima para isso.
    Os apiários especializados na produção de rainhas europeias  deveriam vender também grande quantidade de zangões europeus para suprir os zangões eliminados pelo apicultor.
    Agindo em conjunto renovando as rainhas e eliminando os zangões africanos ou africanizados possibilitaremos a europeização de nossos apiários.
    O controle da agressividade da Apis Melífera poderia ser tentado também a partir da miscigenação de rainhas Apis com zangões de espécies brasileiras?
    Não pude observar com atenção este fato, contudo um episódio me levou a esta hipótese.
    Necessitei colocar algumas colmeias de jataí junto a colmeias de Apis Mellifera. Nós sabemos que as duas espécies costumam ser inimigas. Após um período inicial de conflito, os enxames se acalmaram e cada qual procurou viver sua vida.
    Após mais de um ano de convívio entre as duas espécies, um fato chamou-me a atenção em uma das colmeias de jati. O enxame estava desaparecendo, poucas operárias entravam e saiam da caixa, e no canudo de cera que serve de entrada e saída para as abelhas estavam grudados pupas de operárias europeias  Eram iguais no tamanho e na forma àquelas que encontramos no alvéolo das colmeias europeias. No momento não consegui explicação para o fato. Posteriormente, abrindo a colmeia de jatai para observação notei que o ninho estava completamente alterado e desorganizado.
    Só depois de muito pensar cheguei a seguinte conclusão: a proximidade com apis mellifera levou algum zangão desta espécie a fecundar uma rainha Jataí. Esta, voltando para o ninho iniciou a postura sem saber que daria origem a operárias gigantes. Os alvéolos próprios para a pequena Jataí, após alguns dias não comportavam mais as gigantes que foram retiradas e levadas para fora e presas no canudo de cera que serve de entrada. Por falta de novas operárias normais o enxame deixou de executar as tarefas da colmeia e morreu.

    Meus tempos de apicultor.
    Meus tempos de apicultor.

    Seria possível uma miscigenação entre as espécies nativas e as apis? Quem sabe nossos especialistas em genética possam responder a essa pergunta. Por enquanto, ficam aqui estas três notas sobre o controle da agressividade dos enxames.
    Mauro Frederico Demarchi
    outubro de 1997.

    Reeditado em 13/09/2013

  • Assessoria de Imprensa

    A importância da assessoria de imprensa no mundo moderno é devidamente reconhecida por órgãos públicos, empresariais e políticos.

    Realizamos a organização e fazemos acompanhamento de suas campanhas impressas, online e virtuais, traçando estratégias e ações para um maior rendimento.

    Vamos auxiliar no estabelecimento de relações sólidas e confiáveis com os meios de comunicação com o objetivo de tornar a equipe fonte de informação respeitada e requisitada.

    Além disso vamos criar situações para a cobertura de todas as atividades públicas do assessorado, para alcançar e manter – e, em alguns casos, recuperar – uma boa imagem junto aos clientes ou eleitorado.

    Dentro de seu campo de ação vamos apresentar, firmar e consolidar as informações referentes ao assessorado no contexto da mídia local, nacional e internacional. Capacitar o assessorado e sua equipe a entender e trabalhar com a imprensa.

    Produzir jornais direcionados ao interior com matérias históricas, educacionais, políticas e de interesse geral para a divulgação de ideias ou projetos.

  • Árvore Genealógica de Vicenzo De Marchi e Regina Carniel

    Árvore Genealógica de Vicenzo De Marchi e Regina Carniel

    Naquele ano de 1887, a vida foi muito agitada para o casal Vicenzo De Marchi e Regina Carniel que se preparavam para “fazer América”, ou seja, tentar a vida na América, mais especificamente, no Brasil. Juntos com o filho, Giacomo Giovane De Marchi, e a nora Maria Trevisan, venderam o pouco que tinham e se inscreveram para vir ao Brasil, trabalhar nas lavouras de café do Estado de São Paulo. O que os levou a escolher o Brasil, quando na mesma época, seus primos, tios e sobrinhos estavam também se dirigindo para a América do Norte e para Argentina? Não sabemos. Talvez, algum dia, descubramos algum documento que nos aclare este mistério. O que sabemos, por documentação colhida em Cartório, é que, após desembarcarem no Porto de Santos, subir a serra e ficar um tempo na Hospedaria do Imigrante no Brás, eles foram para uma fazenda de café na pequena cidade de Pedreira-SP.

    Nosso bisavô, Giacomo Giovane, nasceu no dia 23 de Julho de 1862. Foi batizado no dia 27 pelo pároco Dom Pietro Ferrari, e teve como padrinho Giacinto Burin. Tudo isso ocorreu na Igreja paroquial da Natividade da Beata Vergine Maria em Santa Maria di Campagna, na Comuna de Cessalto, Província de Treviso.

    Quando jovem, nosso bisavô se apaixonou pela linda Maria, filha de Francesco Trevisan e de Angela Francesca Dolce da cidade de San Dona de Piave. Casaram-se no civil em 27 de dezembro de 1885. Ele com 23 e ela com 20 anos. Certamente o casamento religioso foi realizado na bela igreja cuja foto vemos ao lado, porém, não afirmamos com certeza pois não temos a certidão.

    Dois anos depois embarcaram no Vapor Savoie e, junto com nossos tataravós, foram para a cidade paulista de Pedreira onde nasceram os seus filhos.

    Abaixo estão algumas fotografias das cidades na Itália e Brasil e a árvore genealógica (quase completa pois nasceram alguns descendentes depois que ela foi criada).

    ÁRVORE GENEALÓGICA DE VICENZO DE MARCHI E REGINA CARNIEL  

    1. Vicenzo De Marchi – Regina Carniel

    1.1. Giacomo Giovane De Marchi (João Demarchi) – Maria Trevisan

    1.1.1. Euvira

    1.1.2. Caroline

    1.1.3. Cireli

    1.1.4. Vicente

    1.1.5. Virginia

    1.1.6. Ermínia

    1.1.7. Vitório

    1.1.8. Pedro Demarchi – Sylvia Cherubini

    1.1.8.1. Ines

    1.1.8.2. Cecília

    1.1.8.3. Terezinha

    1.1.8.4. Tia Ia

    1.1.8.5. João

    1.1.8.6. José

    1.1.8.7. Sebastião

    1.1.8.8. Adelino

    1.1.8.9. Ana

    1.1.9. Francisco Demarchi – Elisa Masson

    1.1.9.1. Nelson Demarchi

    1.1.9.2. Duzolina Demarchi – Gabriel

    1.1.9.3. Leopoldo Demarchi – Isaura

    1.1.9.3.1. Claudio Demarchi

    1.1.9.4. Elza Demarchi – Antonio Souza

    1.1.9.4.1. Edson Souza

    1.1.9.4.2. Sonia Souza

    1.1.9.4.3. Edilson Souza

    1.1.9.5. Cinira Demarchi – Luiz Guazelli

    1.1.9.5.1. Yara Guazelli

    1.1.9.5.2. Lurdes Guazelli

    1.1.9.5.3. Luiz António Guazelli

    1.1.9.5.4. Rosane Guazelli

    1.1.9.6. Aristides Demarchi – Clotilde

    1.1.9.6.1. Celso Demarchi

    1.1.9.6.2. Marcos Demarchi

    1.1.9.6.3. Jorge Demarchi

    1.1.9.6.4. ?

    1.1.9.6.5. ?

    1.1.9.7. João Demarchi – Noélia

    1.1.9.7.1. Rosemairy Demarchi – Laércio

    1.1.9.7.1.1. Bárbara

    1.1.9.7.1.2. Natália

    1.1.9.7.2. Rosangelaa Demarchi – Ari

    1.1.9.7.2.1. Murilo

    1.1.9.7.2.2. Guilia

    1.1.9.7.3. Rogério Demarchi – Marta

    1.1.9.7.3.1. Nicole

    1.1.9.7.3.2. Milene

    1.1.9.7.4. Kelly Demarchi – Renato

    1.1.9.7.4.1. Guilherme

    1.1.9.8. Alcindo Demarchi – Lahir Vano Demarchi

    1.1.9.8.1. Francisco António Demarchi

    1.1.9.8.2. Fani Aparecida Demarchi – Ronaldo Nunes Teixeira

    1.1.9.8.2.1. Leandro Demarchi Teixeira

    1.1.9.8.2.2. Tatiana Demarchi das Neves – Cleber das Neves Demarchi

    1.1.9.8.2.2.1. Lucas Neves Demarchi

    1.1.9.8.2.2.2. Luan Neves Demarchi

    1.1.9.8.2.3. Leonardo Demarchi Teixeira

    1.1.9.8.3. Mauro Frederico Demarchi – Bertolina Maffei

    1.1.9.8.3.1. Maria Celeste Maffei Demarchi

    1.1.9.8.4. Marcos Tadeu Demarchi – Cristiane Santos Souza Demarchi

    1.1.9.8.4.1. Iramar Santos Souza Demarchi

    1.1.9.8.4.2. Italo Santos Souza Demarchi

    1.1.9.8.4.3. Irielen Santos Souza Demarchi

  • Um velhinho de 261 anos

    Um velhinho de 261 anos

    Há gente por aí que não gosta de conversar com pessoas de mais idade. Os pensamentos estão meio embaralhados, as vistas já não enxergam mais e o exterior está todo enrugado.

    De vez em quando converso com um velhinho que tem mais de 261 anos… é isso mesmo! Você não leu errado e eu não escrevi errado! Talvez é o mais velho aqui da nossa região. Poucos o conhecem, e menos ainda se interessam por ele. Pelo exterior você vê que ele não é novo, mas não lhe dá tanta idade, e pelo interior é impressionante a conservação e a quantidade de informações que transmite.

    Ele frequentou palácios quando mais novinho, andou por lugares que a gente nem imagina. Durante a fatídica Revolução Francesa ele ficou escondido em algum lugar até que o colocaram num navio e veio parar aqui no Brasil. Quando veio para cá? ninguém sabe, nem mesmo ele. Parece que é a sina de todos nós quando ficamos velhos: só nos lembrarmos de nossa infância e ele também. Só lembra daqueles primeiros anos. Mas não faz mal, o que ele me conta é tão interessante!

    Uma vez perguntei a ele: O que é a Física? Ele me respondeu: “C´eft-ce l´étude & la contemplation de la nature, ou plus proprement, la fcience des Corps”

    Ah! me desculpe. Esqueci de dizer que ele só fala francês e dos tempos em que era menino, por volta de 1752.

    Encadernado em couro e impresso em folhas feitas de trapo ou de casca de arroz, o livro mantem toda sua forma e beleza.

    Os livros são como pessoas. Elas congelam em suas páginas uma parcela do tempo e ali fixam o conhecimento e as histórias de uma época.

    O que tenho em mãos, como disse é de 1752. Foi comprado por um professor de um francês, que morava no interior de São Paulo. Como era apenas um volume de uma coleção de 8, não interessava ao professor que me perguntou se eu queria. Claro que aceitei. Não tanto pelo valor monetário do livro, que é pequeno, mas pelo valor histórico do mesmo.

    “La Sciende des Personnes de Cour, D´épée et de robe, du Sieur de Chevigni”. Antigamente davam títulos grandes para os livros, hoje, quanto menor mais sucesso fazem, por que será? Mas o título, para quem não sabe francês, quer dizer: O conhecimento das pessoas da Corte, de espada e de beca, do Senhor de Chevigni.

    Esse velhinho de 261 tem tanta coisa para contar… e não apenas o que ele fala, mas o que ele permite conhecer através de pesquisas levantadas por suas palavras.

    Um dia, quem sabe, falarei sobre elas. E, para aqueles que gostam de coisas antigas, abaixo vai duas ilustrações do livro.

    livro antigo 002

    livro antigo 001

  • A lenda do Dragão e da dragoa que diziam que era o que não era…

    Já disse aqui que a unanimidade é burra e  acrescento que quem acredita em pesquisa é por que não entende nada da vida!

    Nunca na história da politica, seja nacional ou mundial, ocorreu um fenômeno como o que está ocorrendo no Brasil. Uma figura, nada política, com um passado nenhum pouco alinhado com a politica tradicional, apenas por ser indicada por um presidente que continuou a gestão econômica de seu antecessor e passando maior parte do período de governo viajando para o exterior, vindo ao Brasil apenas para inaugurar obras feitas pela iniciativa privada pois, as do PAC só 30% foram inauguradas e… algumas inacabadas, chega a um nível de aceitação surpreendente. Nem Getúlio Vargas, o político mais popular no Brasil, chegou a tanto.
    Expliquem-me como isso está ocorrendo?
    Conta uma lenda muito antiga dos povos nórdicos que um Velho e aloprado dragão se apaixonou por uma bela e jovem princesa. O rei e a rainha não concordaram com a união, mas o dragão tão simpático e aloprado já havia conquistado a simpatia de todos. Os sacerdotes diziam que o Rei e a Rainha deveriam aceitar a união pois era um sinal de reconciliação (tantos anos perseguindo os dragões e agora, um se torna genro do rei…) O Rei morreu. O Dragão assumiu. Começou por encher os principais cargos de dragõezinhos amigos dele. Aumentou o imposto e a fiscalização e distribuiu algumas migalhas aos pobres e  enviou poupudas gorjetas aos arautos que cantavam as notícias pelo reino. Um belo dia nasceu a princesinha, filha do dragão e da princesa filha do falecido Rei. Feia, desengonçada, arreganhada, antipática. Mas por ordem do Dragão e dos dragõezinhos colocados nos postos chaves do país e com muitas moedas distribuídas aos arautos do dragão, começaram a dizer ao povo que ela era linda, maravilhosa, não tinha o bafo que falavam, nem soltava fogo pelas ventas, mas era doce e suave como deve ser uma princesa; e como prova disso o Rei ia aumentar as migalhas um pouquinho mais. Ficaram todos contentes. O povo acreditou, ou fingiu que acreditou. A força da moeda distribuída entre os donos dos arautos e a força das migalhas distribuídas aos pobres fez o reino acreditar que a dragoa era o que não era.
    Como termina a lenda?
    Podem não acreditar, mas terminou exatamente como terminaram as histórias de Hitler, Stalin, Danton, Robespierre, e todos os tiranos nascidos da vontade popular adormecida e anestesiada pela propaganda de arautos bem pagos e de migalhas distribuídas aos pobres.
  • 2012 – FIM DO MUNDO?

    2012 – FIM DO MUNDO?

    2012 – FIM DO MUNDO?

    O calendário Maia, segundo intérpretes e especuladores, prevê o fim do mundo para dezembro de 2012.

    Você acredita nisso?

    Eu não! Acredito na promessa que Deus fez a Noé e seus descendentes estabelecendo um sinal de aliança entre Ele, Deus e nós, seres humanos. Esta promessa foi transmitida em prosa e verso por uma nação que resiste há séculos, Israel, e tem ecoado em todos os templos católicos, especialmente no primeiro domingo da quaresma neste ano litúrgico.

    Os maias, nação indígena de superior inteligência, pelo contrário, não soube resistir à história e desapareceu, deixando apenas vestígios de suas crenças.

    Algum historiador de meia tigela poderá dizer que os maias desapareceram porque foram dizimados pelos espanhóis.

    Eu pergunto: como podem 11 espanhóis com poucas armas e reduzida munição, dizimar milhares de índios?

    Quem conhece um pouco a vida dos índios sabe que suas crenças, costumes e hábitos os encaminhavam para a própria destruição.

    O costume de oferecer virgens aos deuses (ato comprovado em descobertas recentes), a sexualidade precoce e a promiscuidade existente, o controle da natalidade em práticas abortivas e de esterilização através de ervas naturais, levou a antiga nação Maia ao seu próprio fim de mundo.

    Nação grandiosa e sábia, como pôde se entregar ao desaparecimento antes mesmo de findar o século XVII? Os Maias achavam que a terra teria ainda mais 400 anos de vida ao elaborar o famoso calendário, mas não conseguiram viver enquanto nação e desapareceram da história.

    Noé, que ouviu a promessa de Deus, pelo contrário, foi a origem de todos nós, até mesmo dos Maias, ele não foi o início do fim, mas o recomeço de toda História pós-Dilúvio.

    Então, em quem você prefere acreditar? Na interpretação do calendário de um povo que não soube prever seu próprio fim e não soube lutar para que isso não acontecesse ou na promessa de Deus?

    Sábio foi o Padre Marino Loffi no último domingo, ao comentar a especulação em torno do calendário maia. “Deus fez sua promessa e tem cumprido. Isso não quer dizer que o próprio homem não vá se autodestruir”.

     

  • A Grande Mentira

    A Grande Mentira

    Tenho acompanhado com atenção notícias na imprensa e post em redes sociais, alguns exaltando, outros deplorando a tomada do poder pelos militares em 1964. Um aspecto da questão me parece que não está sendo debatido e nem levado em consideração.

    A Revolução de 64, que alguns estão chamando erroneamente de Contra-Revolução, na realidade foi um regime de esquerda, estatal e anti-democrático.

    Sei que muitos militares e muitos esquerdistas estão me abominando pela minha afirmação. Peço apenas que leia meu artigo até o fim antes de me deblaterar pelo que vou expor.

    A Cúpula da Revolução de 64 sabia muito bem onde queria chegar. A Cúpula do Comunismo Internacional também sabia e colaborou com o regime militar.

    Esta grande mentira: “a Revolução de 64 foi um movimento direitista” ainda hoje corre na boca de muita gente e tem produzido um volume de informações, sempre falsas, digno de nota. Considero a maior e mais bem montada “Guerra Psicológica” já havida na história (excluindo-se apenas a grande guerra psicológica que antecedeu a Revolução Francesa).

    Militares, acostumados a obedecer, seguiram seus superiores, que por sua vez obedeciam à Cúpula da Revolução. Os terroristas, também acostumados a obedecer ordens e incapazes de raciocinar com a própria cabeça, promoviam desordens, assaltos, mortes, sequestros.

    A base militar e a base terrorista, sem o saber, trabalhavam juntas para legitimar o “Janguismo sem o Jango”, como bem explicitou o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira bem no início da Revolução de 64, em manifesto publicado nos maiores jornais do Brasil à época.

    Voltemos no tempo… A década de 60 foi uma das mais agitadas politicamente. No mundo o comunismo avançava e rugia, aproveitando o fim da Segunda Guerra Mundial e o prestigio que recebeu com a derrota do Nazismo (seu parceiro algumas décadas antes). No Brasil não era diferente. As teorias comunistas e socialistas fumegavam nos ambientes políticos. Movimentos dirigidos politicamente para por fogo no Brasil anunciavam uma Reforma Agrária a ferro e fogo.

    O povo, este sempre cordial e trabalhador, não queria saber de comunismo nem de socialismo. Este mesmo povo começou a organizar manifestações contrárias as ações socialistas e comunistas da liderança politica. Enquanto no campo partidos nanicos como o PCB punha fogo e destruía fazendas e propriedades rurais, nas grandes cidades grupos independentes liderados principalmente por mulheres católicas mineiras e paulistas começavam a reação.

    Eis um trecho de notícia publicada pela Folha de S. Paulo no dia 20 de março de 1964: Nas escadarias da catedral, sucederam-se os oradores. Às 18h50, a massa humana chegara à praça da Sé. E encontrou-a ocupada por multidão que acenava com lenços e bandeirolas. O senador padre Calazans ocupara o microfone antes da chegada dos manifestantes e voltou a discursar, após o primeiro orador – sr. Amaro Cesar – ter discorrido sobre os objetivos da “Marcha”. Disse o reverendo: “Hoje é o dia de São José, padroeiro da família, o nosso padroeiro. Fidel Castro é o padroeiro de Brizola. É o padroeiro de Jango. É o padroeiro dos comunistas. Nós somos o povo. Não somos do comício da Guanabara, estipendiado pela corrupção. Aqui estão mais de 500 mil pessoas para dizer ao presidente da Republica que o Brasil quer a democracia, e não o tiranismo vermelho. Vivemos a hora altamente ecumênica da Constituição. E aqui está a resposta ao plebiscito da Guanabara: Não! Não! Não!”. As palavras finais do senador foram acompanhadas em uníssono pelos presentes. Depois, o pe. Calazans lembrou que “aqui estamos sem tanques de guerra, sem metralhadoras. Estamos com nossa alma e com nossa arma, a Constituição”.

    A foto ao lado retrata um momento da minha vida: num bairro de uma pequena cidade do interior de São Paulo, o povo também se organizava: Trata-se de uma passeata feita no bairro Jardim Paulista em São José dos Campos. A faixa que carregávamos era clara: "Nossos pais não votarão em candidatos comunistas!" E nós crianças sabíamos muito bem do que estávamos participando. Esse era um exemplo que se repetiu por todo o Brasil.
    A foto ao lado retrata um momento da minha vida: num bairro de uma pequena cidade do interior de São Paulo, o povo também se organizava: Trata-se de uma passeata feita no bairro Jardim Paulista em São José dos Campos. A faixa que carregávamos era clara: “Nossos pais não votarão em candidatos comunistas!” E nós crianças sabíamos muito bem do que estávamos participando. Esse era um exemplo que se repetiu por todo o Brasil.

     

    Pouco antes surgira a União Cívica Feminina e dela brotou a “Marcha da Família com Deus pela Liberdade“. Este movimento crescia a passos vigorosos como uma manifestação contrária ao comunismo e ao socialismo que a classe política queria impor ao Brasil..

    ESTE MOVIMENTO POPULAR FOI ABORTADO PELA REVOLUÇÃO DE 64!

    Antes que as mulheres paulistas e mineiras católicas e de terço na mão tomassem elas mesmas o poder e passassem a governar o Brasil, os militares tomaram o poder político em Brasilia.

    O povo admirava a classe militar e sentiu que seus desejos estavam sendo atendidos e festejou o anúncio do golpe. As mulheres brasileiras acompanhavam pelo rádio e manifestaram alegria quando foi anunciado o início de uma nova era. Morria assim, no nascedouro, o Brasil verdadeiro, e nascia para a luz da história o Regime de Ditadura Militar.

    As sequências dos atos praticados pelo governo militar oriundo do Golpe de 64 prova que suas intenções eram comunistas. A Reforma Agrária desejada pela esquerda de todos os matizes foi um dos primeiros decretos do governo. O “Estatuto da Terra” foi uma das leis mais radicalmente comunista já implantada no Brasil. Mais radical do que qualquer outro projeto ou lei de reforma do ambiente agrário brasileiro. Seguiram-se estatizações de empresas privadas, bem ao gosto dos fundamentalistas esquerdistas de todos os matizes.

    E assim, aos poucos, o Brasil foi sendo direcionado para a esquerda.

    Como eu disse antes, para legitimar este regime, foi organizada uma reação comunista com sequestros, assaltos, assassinatos. Aqueles que participaram de guerrilha armada foi efetuada a prisão, mas a intelectualidade foi direcionada para exílios, a custa do governo militar brasileiro, para França, Rússia, Estados Unidos, Chile, etc, e voltaram quando a abertura foi oficializada. Essa intelectualidade hoje é bem conhecida: José Serra, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Gaveira, Cristovão Buarque, José Dirceu, Betinho e seus irmãos.

    Portanto, 31 de março passa para a história como o dia da grande mentira. E os prejudicados com isso foram os militares que pensavam que defendiam um regime anticomunista, os esquerdistas que foram jogados na guerrilha por seus chefes, o povo católico que acreditou que o governo do golpe iria respeitar a Constituição e a Religião, e o Brasil que foi ludibriado! No golpe de 64 nascia o Brasil do PT!

  • O Casamento Real e a Realidade Brasileira

    O Casamento Real e a Realidade Brasileira

    O casamento entre o príncipe William e Catherine “Kate” Middleton nos leva a algumas considerações muito importantes.

    Toda mulher sonha com um príncipe encantado e a história da linda plebéia Kate que conquistou seu principe e o povo, veio de encontro a este sonho. E é curioso que a maioria das pessoas que se aglomerou ao longo das avenidas para ver o casal real era de mulheres. Haviam homens também. Os homens não sonham em ser principes, se julgam principes e por isso se imaginavam casando com Kate.
    Este sonho despertou um sentido patriótico na Commonwealth (comunidade dos países de lingua inglesa que tem a Rainha Elizabeth como chefe de estado) e um movimento de surpresa no povo (especialmente no Brasil) que de repente se viu diante de uma realidade: A monarquia existe, está viva, é bonita e cheia de charme.
    Este casamento teve um sentido muito mais profundo do que o casamento de Lady Di, por que, afinal, o Principe Charles, não era tão simpático aos olhos do povo inglês quanto o é o seu filho o Principe William.
    Temos então, diante de nós o futuro Rei da Inglaterra, do Canadá, da Austrália e de muitos outros países que compõe a Comunidade das Nações.
    Para o povo inglês sustentar a família Real é mais barato do que para o brasileiro sustentar um presidente da república. No futuro escreveremos alguns artigos sobre isso, agora não é o nosso objetivo. A Rainha Elizabeth, seu esposo, e filhos são empresários atuantes e muito bem sucedidos. Possuem investimentos no ramo do petróleo e em diversos segmentos. E o povo inglês vê na Monarquia a estabilidade do governo e da nação.
    A monarquia não é incompativel com a democracia e a Inglaterra é um ótimo exemplo disso pois a forma de governo monárquica lida bem com todos os partidos políticos e as eleições para todos os níveis de administração e legislação continuam a existir.
    Este é o pensamento do Príncipe dom Luiz de Orleans e Bragança, bisneto da Princesa Izabel e trineto de Dom Pedro II, atual chefe da Casa Imperial Brasileira. Isto mesmo, você não leu errado, o Brasil tem príncipes e princesas e eles tem uma atuação muito grande na sociedade brasileira. Apenas não existem papparazzi correndo atrás deles em busca de matérias sensacionalistas porque no Brasil a mídia está proibida de dar destaque à Família Imperial Brasileira.
    A República que foi instaurada por um golpe militar em 1889, sem qualquer participação popular, prometeu um plebiscito para que o povo decidisse que forma de governo desejaria. Ao mesmo tempo, impôs uma constituição com uma cláusula considerada pétrea, ou seja, não poderia ser excluida, a não ser por outra constituição, que proibia qualquer manifestação ou campanha monarquista. Essa cláusula subsistiu até a constituinte de 1987 quando foi derrubada. Até esse momento qualquer manifestação monarquista era tida como contrária à constituição e poderia ser passível de punição. Uma ditadura maior, portanto que a de 64, imposta aos admiradores de Dom Pedro II e da forma de governo Monárquica.
    A partir da Constituição de 1987, nós monarquistas, ficamos livres para defender a monarquia e mostrar a todos que ter um Imperador é mais barato, mais estável e mais democrático.
    O Plebiscito trouxe a grande oportunidade para se discutir e debater o assunto, mas falhou ao encurtar os prazos e não permitir que a Monarquia, amordaçada durante mais de cem anos, falasse com a liberdade merecida.
    Portanto, minhas queridas leitoras que sonhavam com o Príncipe Encantado, e meus amigos leitores que se imaginam príncipes… sim, temos no Brasil Príncipes e Princesas, e para que tenhamos casamentos lindos como o que ocorreu na Inglaterra só precisamos mudar a forma de governo.
    Sobre isso falaremos em outras ocasiões.
     



    Mauro Demarchi
    Twitter: @maurodemarchi @monarquiaja